Sururu

Fim do coronelismo

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Redes sociais desafiam o novo coronelismo político
Redes sociais desafiam o novo coronelismo político

No começo eram os “coronéis” do interior que garantiam a ordem pública e davam as cartas no jogo político através de “currais eleitorais” mantidos a ferro e fogo. Esses grandes fazendeiros elegiam prefeitos, deputados, senadores e governadores. 

A partir da Constituição de 1988 o coronelismo perdeu o status quo para uma nova força política sob o comando dos próprios prefeitos, abastecidos com fartos recursos federais. Mais recentemente o poder municipal ganhou reforço das emendas parlamentares e criou novo sistema de compra de votos, o que tem desequilibrado a disputa política. 

Apesar do poder de fogo das emendas secretas com bilhões de reais capturados do orçamento federal, uma nova arma política surge fora do controle desse novo coronelismo. São as redes sociais com seu poder de falar diretamente aos eleitores sem intermediação dos meios tradicionais de comunicação e dos próprios candidatos. 

É nesse novo mundo da internet que gestores públicos como JHC apostam tudo, inclusive a carreira política. O ex-prefeito de Maceió é um dos candidatos à disputa majoritária mais sintonizado com o eleitorado e se aproxima de um milhão de seguidores em suas redes sociais. 

Renan Filho também investe pesado nas redes sociais e já tem uma audiência superior a 800 mil, seguido de perto por Alfredo Gaspar e Renan Calheiros. As plataformas digitais são importante ativo político a serviço dos candidatos, mas não garantem voto nas urnas. Mais que promessa vazia é preciso passar credibilidade e esperança de um futuro melhor.


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