EM MACEIÓ
Abrigo registra surto de covid-19 e interna 24 residentes em Hospital de Campanha
Pacientes receberam alta médica nesta segunda-feira
A Casa de Passagem São Vicente de Paulo, em Maceió, viveu dias difíceis no mês de maio com um surto de covid-19 entre os abrigados. Pelo menos 24 deles precisaram ser internados para cuidar da doença e não transmitir o coronavírus para outros residentes acolhidos no local. Os abrigados apresentaram sintomas leves da covid-19 e ficaram 13 dias internados no Hospital de Campanha Dr. Celso Tavares, no bairro de Jaraguá.
Nesta segunda-feira, os pacientes receberam alta médica, exceto dois deles que estão fazendo uso de oxigênio porque o quadro respiratório é grave. De acordo com o boletim de ocupação divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), dos 142 leitos clínicos disponíveis no hospital de campanha, 53 estão ocupados, o que representa 37% da capacidade. A unidade hospitalar também conta com oito salas de estabilização.
Claubiano Moura, diretor-geral do Hospital de Campanha, explicou que os pacientes apresentavam um quadro clínico leve e passaram os 13 dias internados para evitar a disseminação do vírus entre os demais abrigados da casa de passagem. “Somente três pacientes precisaram fazer uso de oxigênio durante o período em que ficaram internados. Os outros abrigados ficaram isolados no hospital, até que estivessem curados para não contaminarem os acolhidos e nem os funcionários da casa de passagem São Vicente de Paulo”, disse o médico.
A alta hospitalar contou com a presença do Frei João Maria, diretor da Casa de Passagem São Vicente de Paulo, que foi agradecer a equipe do hospital pelo acolhimento e tratamento dos acolhidos.
“Hoje é um dia de alegria pela alta hospitalar dos nossos acolhidos. Por isso precisávamos fazer um agradecimento especial para a equipe do hospital e ao Governo de Alagoas pela iniciativa em trazê-los para receber um tratamento médico humanizado. O acolhimento dos profissionais do hospital foi de suma importância para garantir a cura dos acolhidos”, afirmou o religioso.
Atualmente, o abrigo acolhe 340 pessoas em situação de vulnerabilidade social. Segundo a Irmã Maria Joana, uma das responsáveis pela manutenção e organização do abrigo, todos os novos abrigados realizam o teste de coronavírus antes de entrarem na casa foi adotado a restrição na saída dos moradores para reduzir riscos de transmissão do vírus.