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Jovens assassinados não foram vítimas de homofobia, diz delegada

Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira, 16, na sede da Delegacia de Homicídio da Capital (DHPP), a delegada Rosimeire Vieira afirmou que os assassinatos dos jovens homossexuais Davi Trindade Cinfrônio e Alecsander Araújo Tenório dos Santos não foram de teor homofóbico.
A delegada divulgou que o assassino de Davi foi o próprio Alecsander, que acabou sendo morto horas depois. Segundo Rosimeire, ao sair do bar em que estavam, os dois foram até um local vazio para ter relações sexuais, onde Alecsander assassinou Davi de forma cruel.
De acordo com a delegada, o crime teria sido por inveja. "Davi tinha mais posses do que ele, um celular melhor. Os dois mantinham uma relação informal". A versão foi confirmada pelo irmão de Alecsander, que disse que ele chegou em casa confessando o crime.
No mesmo dia, dois adolescentes amigos de Davi assassinaram Alecsander a tiros como vingança. Os suspeitos são um menino, de 14 anos, e uma menina, de 16 anos, já identificados e apreendidos. A delegada relatou ainda que na casa de Alecsander foram apreendidos diversos pertences de Davi.
Relembre o caso
Davi Cinfrônio foi encontrado morto em um campo de futebol no bairro do Tabuleiro dos Martins, em Maceió, no dia 21 de junho deste ano. Ele estava sem roupa e com o rosto desfigurado.
À época do assassinato foi divulgado que Davi estava na presença de Alecsander em um bar quando saiu com dois rapazes em uma moto para fazer um programa. Segundo a delegada, essa versão foi dada pelo próprio Alecsander para justificar a morte do parceiro.
No mesmo dia, mas pela noite, Alecsander foi assassinado no bairro da Santa Lúcia. Ele foi morto com dois tiros na cabeça. Na ocasião, a polícia acreditava que ele teria sido morto por queima de arquivo.