PINHEIRO, MUTANGE E BEBEDOURO
Futuro de moradores continua indefinido
CPRM e Defesa Civil não sabem como parar processo de afundamento dos bairros
Cláudia, Geraldo e Vera Lúcia são apenas alguns nomes dos mais de 30 mil prejudicados pelo afundamento que assola os bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro há pelo menos 10 ano, e que continuam sem saber qual será o futuro de seus imóveis na região. A indefinição continua mesmo após o Serviço Geológico do Brasil confirmar a extração de sal-gema Braskem como principal causadora dos problemas das localidades.
Embora o culpado tenha sido apontado, uma solução para o que será feito adiante ainda não foi divulgada pelos órgãos a frente do problema. Enquanto isso, os moradores permanecem com uma grande interrogação em suas vidas, como é o caso de Vera Lúcia Albuquerque, moradora há quase 40 anos do bairro do Pinheiro e que não sabe o que fazer daqui pra frente.
“Ficou uma interrogação bem grande. Ninguém falou se tem jeito. Quero saber como fica minha casa. O prefeito foi embora e ninguém resolveu nada. O que eu tenho que fazer?”, indagou a moradora ao fim da audiência pública realizada no auditório da Justiça Federal, no bairro da Serraria, em Maceió.
Vera Lúcia também questionou a pouca atuação do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), que foi duramente criticado por sua ausência em reuniões sobre o problema. O gestor deixou o local logo após o encerramento das explicações por parte do assessor da diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial, Thales Sampaio.
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