MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Alagoas é destaque em pesquisa do Cesmac sobre Covid-19

Estudo tem como objetivo avaliar os impactos da pandemia de Covid-19 sobre a saúde mental dos estudantes universitários
Assessoria
Pesquisa foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde
Pesquisa foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde

A pesquisa científica foi proposta por estudantes de Medicina e pretende entender melhor os aspectos emocionais relacionados ao isolamento social decorrentes da pandemia do novo Coronavírus (COVID-19). O título que trata sobre “Os efeitos da pandemia de coronavírus na saúde mental dos estudantes de ensino superior de Maceió-AL”, pretende apontar soluções para a questão que vem crescendo desde o início de todo esse processo.

A relevância do estudo foi reforçada com a aprovação no protocolo de pesquisas da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - CONEP, órgão ligado ao Ministério da Saúde. A iniciativa veio da acadêmica de Medicina Larine Lira, pela identificação com o assunto. “Tenho um interesse especial por saúde mental, tive a ideia da pesquisa vendo artigos relacionados à essa questão de saúde com o isolamento social e procurei as professoras Camila Wanderley (módulo de Saúde Mental) e Aline Tenório (módulo de Bases Cientificas da Medicina). Junto com minhas colegas nos dedicamos a escrever o projeto e envia-lo para o comitê de ética nacional obtendo aprovação”, explica.



A estudante diz ainda que, “fomos o único estudo de Alagoas a tratar sobre o tema aprovado pelo órgão de acordo com o site e boletim semanal publicado (ver Edição Nº 09) http://conselho.saude.gov.br/publicacoes-conep . Nossa pesquisa tem como objetivo avaliar os impactos da pandemia de COVID-19 sobre os estudantes universitários de qualquer curso, desde que a instituição esteja localizada em Maceió. O estudante é convidado a participar voluntariamente preenchendo o questionário, que é bem simples e rápido. Sabemos que esse período de isolamento tem sido muito difícil e o estudante de graduação vive muitas incertezas, portanto o nosso objetivo é avaliar como o estudante de ensino superior tem lidado com isso, como tem encarado o cenário atual. A ideia é conseguir dados que nos forneçam base para traçar melhores estratégias de amparo ao estudante”.

De acordo com a professora orientadora do estudo Camila Wanderley, “estamos vivendo hoje uma situação de muitas incertezas e medo. A pandemia faz com que grande parte das nossas expectativas, projetos e previsões sejam questionadas, gerando a insegurança em relação ao futuro. Nos estudantes além do medo compartilhado com a sociedade, vem também a mudança no fluxo das aulas (interrupções, férias antecipadas, novas modalidades de ensino), que gera uma maior apreensão em relação a um futuro acadêmico e profissional que estava em construção, sendo um gatilho para o abalo na saúde mental desse grupo em específico.

A pesquisa vai munir com mais dados sobre os sintomas e transtornos mais prevalentes, quais os possíveis fatores pessoais e externos que podem estar relacionados a esse sofrimento mental e, dessa forma, conseguir auxiliar esses estudantes, com medidas que possam acolher e ajudar diante da conjuntura”, alerta. A docente é formada em Medicina pela UFAL, tem residência em Psiquiatria pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE e atualmente é professora de Psiquiatria do CESMAC e da UFAL.

“A pandemia da COVID-19, adquiriu proporções mundiais, cujos impactos econômicos, sociais e de saúde pública são, até a presente data, incalculáveis. Dentre os diversos impasses gerados nessa crise mundial está a temática da saúde mental dos indivíduos durante o período de isolamento social. Diversos estudos internacionais ressaltam que houve um aumento de indivíduos com problemas psíquicos que podem compreender desde ansiedade, ataques de pânico, depressão, estresse pós-traumático e inclusive o medo excessivo da morte”, afirma a docente Aline Tenório, coorientadora da pesquisa.

A pesquisa consiste em responder ao questionário on-line (acesse no link: https://bit.ly/covid19maceio ) de forma voluntária, bem simples e rápido. Todas as respostas são anônimas, nenhum dado como nome ou e-mail do voluntário é solicitado. Para participar basta o estudante acessar (colocar o link) e responder. Além de Larine Lira, também participam as alunas Manuela Silvestre, Mayara Amaral, Stefanie Pires e Victoria Nagila. O grupo criou uma página no Instagram @covidmaceio para ajudar na divulgação e captação de acessos e participações.

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