BAIRROS AFUNDANDO

Braskem não tem previsão para explicar segundo tremor

Estudo encomendado pela empresa prevê abalos durante preenchimento para preencher minas
BRUNO FERNANDES
Equipamento usado para monitorar tremores no bairro do Pinheiro
Equipamento usado para monitorar tremores no bairro do Pinheiro

O abalo sísmico de magnitude de 1,41 sentido por moradores ainda residentes nas regiões do Pinheiro e Mutange na última semana ainda não tem data para ser explicado pela mineradora Braskem, apontada pelo Serviço Geológico do Brasil como a responsável pelo afundamento dos bairros da capital. Segundo a própria empresa, a previsão é que os trabalhos de campo sejam concluídos nos próximos dias. 

O abalo, apesar de ter durado aproximadamente 12 segundos e ter tido como epicentro o bairro do Mutange – diferente do sentido em 2018 no qual o epicentro foi no bairro do Pinheiro – não provocou danos aparentes na estrutura dos imóveis da região que está sendo afetada pelo crime ambiental que completou três anos em 2021 e soma cerca de 57 mil pessoas atingidas em cinco bairros. 

Segundo informações da Defesa Civil de Maceió, o abalo aconteceu a uma profundidade de aproximadamente 200 m às 11h23 do dia 5 e, após o tremor, o processo de preenchimento das cavidades das minas para estagnar o processo de subsidência foi paralisado até que novos estudos sejam realizados para saber o que de fato aconteceu. 

Na reunião com a Defesa Civil de Maceió poucas horas após o tremor, os técnicos da mineradora afirmaram que uma das atividades desenvolvidas pela empresa para o preenchimento das minas pode ter provocado o evento.

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