O uso irracional de medicamentos é um dos maiores problemas em nível mundial e, principalmente no Brasil, onde consumir remédios por conta própria tem se notabilizado como uma prática comum. Esse costume, no entanto, apresenta altos riscos à saúde, que vão desde uma intoxicação, até mesmo a morte. Nesta sexta-feira (5), Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, a farmacêutica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Graziela Oliveira, dá dicas importantes para evitar o uso indiscriminado de medicamentos.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o uso racional de medicamentos acontece quando os pacientes recebem receitas de medicamentos indicados por médicos para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado. A OMS estima que mais da metade de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos de forma inadequada, e que metade de todos os pacientes não os utiliza corretamente.
“Existem alguns medicamentos que o farmacêutico pode orientar nas farmácias, pois eles são isentos de prescrição. Porém tem todo um cuidado profissional em indicar o melhor medicamento para aquilo que o paciente está sentindo, reclamando. Até a necessidade de ele procurar um médico e não se automedicar da forma que acha melhor. Há casos de um paciente procurar uma farmácia para comprar um remédio indicado por um parente, vizinho, que tomou. Não é porque outra pessoa tomou e se sentiu bem que ele também vai se sentir bem com aquele mesmo medicamento, pois existem várias doenças com os mesmos sintomas e características, mas que podem ser outra coisa, e aquele medicamento que serviu para o seu vizinho ou parente pode não servir para você”, esclarece Graziela Oliveira.
Os medicamentos possuem efeitos colaterais e, por isso, o uso indiscriminado pode trazer diversos prejuízos à saúde, como intoxicação, alergias e lesões a órgãos, além de atrapalhar o diagnóstico de algumas doenças, pois a automedicação pode mascarar sintomas de doenças graves. “Muito cuidado com a automedicação, pois ela pode levar a efeitos colaterais graves, até mesmo a morte. Quando o paciente vai até a farmácia comprar um remédio sem nenhuma orientação ou prescrição médica, principalmente as formas injetáveis, que são mais perigosas, por ter uma ação mais rápida, pode levar a graves problemas de saúde”, salientou a farmacêutica.
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