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Empresário que atropelou militar em Arapiraca pede para voltar a dirigir

Pedido à Justiça foi feito após Rocha ficar com a Carteira Nacional de Habilitação suspensa
Divulgação
Imagens mostram momento trágico do atropelamento do casal de militares na rodovia, em Arapiraca
Imagens mostram momento trágico do atropelamento do casal de militares na rodovia, em Arapiraca

O empresário Édson Lopes da Rocha, réu por homicídio após atropelar e matar a policial militar Cibelly Barboza Soares em outubro de 2023, solicitou à Justiça o direito de retomar a direção. O pedido foi feito após Rocha ficar com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa devido ao acidente.

Rocha entrou com um pedido para poder dirigir entre 7h e 19h, durante os dias úteis, com a justificativa de que a suspensão da CNH tem dificultado suas atividades profissionais. A defesa argumenta que a medida tem causado prejuízos ao empresário, que precisa do veículo para o desempenho de suas funções.

“A suspensão irrestrita de sua CNH tem acarretado severos impactos à sua atividade profissional, uma vez que o deslocamento por meio de veículo automotor é essencial para o desempenho de suas funções como empresário e chefe de família”, diz parte do pedido.

Em abril de 2024, a Justiça revogou a prisão preventiva de Rocha e determinou prisão domiciliar. A decisão do juiz Alberto de Almeida considerou que as medidas cautelares seriam suficientes para garantir o andamento do processo, apesar da gravidade do crime.

"No presente caso, embora trata-se de crime com acentuada gravidade, ante as circunstâncias do fato concreto e considerando a gravidade da conduta do indiciado, verifico que a aplicação de medidas cautelares possam ser suficientes e adequadas", diz um trecho da decisão.

O acidente

Cibelly Barboza e o marido Gheymison do Nascimento, ambos policiais militares, faziam ciclismo no sábado, 14 de outubro de 2023, quando foram atropelados por uma caminhonete preta em um trecho da rodovia AL-220, em Arapiraca.

A mulher não resistiu aos ferimentos, chegou a ser socorrida, mas morreu no mesmo dia. Já o homem, que ficou internado por aproximadamente uma semana, recebeu alta médica e foi homenageado pelos colegas de farda na saída do Hospital de Emergência do Agreste.


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