POLÍTICA

Semed deixa contrato vencer e alunos perdem transporte escolar em Maceió

Estudantes são orientados a usar o transporte público geral até que nova licitação seja realizada
Assessoria
Prefeitura não renova contrato com terceirizada que prestava serviço de transporte escolar em Maceió
Prefeitura não renova contrato com terceirizada que prestava serviço de transporte escolar em Maceió

O transporte escolar em Maceió, através dos ônibus destinados a essa atividade, não deve ser normalizado em curto espaço de tempo. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) comunicou aos gestores das escolas que a suspensão do serviço foi acarretada pela extinção do contrato entre a prefeitura e a empresa terceirizada que prestava o serviço, em vigor até o dia 17 de fevereiro, nesta segunda-feira. 

A Semed informou que a Prefeitura de Maceió está em andamento com dois processos, sendo um emergencial e ou licitatório, para contratação de empresas que venham suprir a demanda. Sugeriu que, enquanto o processo não for concluído, os estudantes usem o cartão Vamu Escolar, que dá acesso ao transporte urbano com gratuidade.

Estudantes estão sem ônibus escolar desde o retorno das aulas, o que provocou dois protestos organizados pelos familiares dos alunos na semana passada.

O término do contrato com a empresa foi criticado nesta terça-feira na Câmara dos Vereadores de Maceió por Rui Palmeira (PSD), que faz oposição ao prefeito JHC. “A licitação foi aberta no ano passado e pode levar meses, talvez anos para ser concluída. A Prefeitura de Maceió poderia, sim, ter aditivado esse contrato por mais um ano, enquanto corre a licitação, enquanto corre o processo emergencial”, informou o vereador.

Recursos federais

O Ministério Público de Alagoas recomendou, este mês, que a Prefeitura de Maceió normalizasse o transporte escolar com o máximo de agilidade para não prejudicar o ano letivo e apontou a necessidade de substituição dos veículos retirados de circulação por inadequação e insegurança, garantindo a continuidade do serviço público de forma regular e segura. 

O MPF também recomendou que a prefeitura tomasse providências para evitar a superlotação dos veículos, garantindo que nenhum aluno fosse prejudicado e disse que, se houvesse a necessidade de suspensão temporária das aulas para readequação do transporte, a Semed deveria apresentar em até 10 dias úteis um novo calendário escolar para assegurar o cumprimento dos dias letivos.

O MPAl lembrou, na ocasião que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) mantém programas e repasses específicos para o financiamento do Transporte Escolar (PNATE) com recursos federais.




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