Crime violento

Padrastro é preso como suspeito de ter matado a criança Rhavy Abraão

Delegado diz que laudo mostra hematomas no corpo do menino causados por violência
Reprodução
Menino foi encontrado já em rigidez cadavérica
Menino foi encontrado já em rigidez cadavérica

O garoto Rhavy Abraão Alves de Lima, de 2 anos, que foi encontrado morto na casa em que morava com sua mãe e o padrasto, em Riacho Doce, litoral de Maceió, morreu em decorrência de atos violentos que deixaram hematomas e equimoses nas costas e na cabeça, segundo o delegado Emanuel Rodrigues, responsável pelas investigações. O policial enfatiza que as lesões foram praticadas no dia da morte.

Com base nesses indícios e nas contradições apresentadas nos depoimentos, o padrasto do menino foi preso em flagrante como principal suspeito das agressões contra a criança. Ele morava com a mãe do garoto há sete meses. “Pelo laudo médico legista, a lesão foi causada no dia. Quando fomos acionados, a criança estava começando a ficar fria. Uma morte extremamente violenta, havia lesões de equimose nas costas e na cabeça”, revelou o delegado.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que o menino morreu após sofrer uma ruptura no fígado provocada por agressão, uma forte pancada nas costas, que gerou hemorragia interna.

Os depoimentos da mãe de Rhavy e do padrasto entraram em contradição com as evidências constatadas pela perícia. “A mãe relatou que, na noite anterior, deu banho na criança e ela não apresentava lesões. Pela manhã, segundo ela, não chegou a acordar a criança antes de ir para a academia”, disse o delegado. Ao mesmo tempo, o padrasto, que estava na residência, disse não saber da existência de qualquer lesão.

O padrasto de Rhavy já respondeu por tentativa de homicídio quando era menor de idade e também teve envolvimento com o tráfico de drogas. "Com relação a ele, tudo indica que ele é o autor desse crime", afirma o delegado.

Segundo o delegado, quando foi encontrado pela polícia, a criança já apresentava sinais de rigidez cadavérica.  “Ficou claro que se tratava de uma morte violenta, e não de causa natural”, concluiu. O delegado também disse que a mãe não está sendo investigada, mas que tudo será analisado.


Encontrou algum erro? Entre em contato