Palmeira dos índios

Polícia investiga ataque a tiros contra escola indígena em Alagoas

Disparos atingiram portões e paredes da Escola Estadual Indígena Pajé Miguel Selestino
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 10/11/2025 - 21:01
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Reprodução
A informação foi confirmada pelo chefe de operações da 5ª DRP, Diogo Martins
A informação foi confirmada pelo chefe de operações da 5ª DRP, Diogo Martins

A Polícia Civil de Alagoas inicia, nesta terça-feira, 11, as investigações sobre o ataque a tiros contra a Escola Estadual Indígena Pajé Miguel Selestino, localizada no território Xukuru-Kariri, em Palmeira dos Índios, Agreste do estado. O crime foi registrado na madrugada de segunda-feira, 10.

Segundo o chefe de operações da 5ª Delegacia Regional de Palmeira dos Índios, Diogo Martins, as equipes estão colhendo depoimentos e analisando imagens que mostram os danos causados pelos disparos, que atingiram portões e paredes da unidade escolar. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

Um boletim de ocorrência foi registrado pelo gestor da escola. Caso as investigações apontem relação com conflitos fundiários ou tentativas de intimidação ligadas à demarcação de terras indígenas, o caso será encaminhado à Polícia Federal, responsável por apurar crimes dessa natureza.

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) repudiou o ataque e afirmou que grupos contrários à homologação do território Xukuru-Kariri têm promovido um clima de intimidação e disseminação de desinformação na região. “Atacar uma escola com tiros amplia ainda mais a dimensão desse problema”, destacou a nota da entidade.

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) também emitiu nota de repúdio, classificando o episódio como uma “clara tentativa de intimidação”. A pasta informou que acompanha o caso junto às autoridades policiais e garantiu apoio pedagógico e psicológico à comunidade escolar.

Apesar do ataque, as aulas seguiram normalmente nesta segunda-feira, 10. A Seduc reafirmou seu compromisso com a segurança, o respeito e a defesa dos povos indígenas, além da continuidade das atividades escolares dentro da aldeia.


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