MURICI

Pai é preso após desviar R$ 113 mil de doações arrecadadas para o filho

Homem é acusado de gastar R$ 113 mil arrecadados para tratamento de criança amputada
Por Assessoria 23/01/2026 - 17:02
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Reprodução
Ministério Público de Alagoas
Ministério Público de Alagoas

O Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio da Promotoria de Justiça de Murici, denunciou, na manhã desta sexta-feira, 23, João Victor dos Santos Oliveira. Ele é acusado de desviar R$ 113 mil transferidos para a conta do filho, Noah Gabriel Ferreira dos Santos, de um ano e cinco meses, que teve os membros superiores e inferiores amputados em decorrência de uma pneumonia.

A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça Ilda Regina. Segundo o MPAL, os valores foram arrecadados por meio de doações feitas por moradores de Murici e de outras cidades, após mobilização em campanhas solidárias, rifas e divulgação em programas de televisão, com o objetivo de custear o tratamento da criança.

De acordo com a promotoria, enquanto a mãe da criança, Mikaelle Ferreira dos Santos, acompanhava o filho internado em Maceió, o pai abriu uma conta bancária em nome do menino, na Caixa Econômica Federal, assumindo a condição de responsável financeiro para o recebimento das doações. Posteriormente, ao procurar o genitor para liberar recursos destinados à colocação de próteses, a mãe foi informada de que o dinheiro havia sido gasto.

Ainda segundo o relato da genitora ao MPAL, dos cerca de R$ 133 mil arrecadados, restavam apenas R$ 300 na conta. João Victor confessou ter utilizado os recursos em plataformas de apostas virtuais, aluguel de veículo por 28 dias e na compra de maconha e cocaína.

Diante dos fatos, foi instaurado inquérito policial, que resultou na denúncia pelos crimes de furto qualificado, estelionato contra vulnerável e abandono material. A promotoria também solicitou a decretação da prisão preventiva, pedido que foi acatado pela juíza titular da comarca de Murici. O mandado de prisão foi cumprido no início da tarde desta sexta-feira.

Segundo o MPAL, João Victor não prestava contas sobre os valores arrecadados e evitava esclarecimentos quando questionado pela mãe da criança.


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