Saúde

Alagoas apresenta queda e estabilidade em casos de síndrome respiratória

Alta temporada não impacta nível de transmissão dos vírus, mas precauções precisam ser mantidas
Por Tamara Albuquerque 24/01/2026 - 08:35
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Divulgação/arquivo
Maceioenses e turistas participam de Hidrodança em Maceió
Maceioenses e turistas participam de Hidrodança em Maceió

A alta temporada de turistas não impactou de forma negativa os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Maceió e em nenhum município onde a atividade é mais intensa em Alagoas. O Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta tendência de estabilidade ou leve queda nos casos de SRAG em todas as faixas etárias no estado, resultado da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios. Em Maceió, o nível de atividade da SRAG é de baixo risco, situação que prevalece na maioria das capitais.

No entanto, os estados do Acre e do Amazonas seguem com aumento nos casos, impulsionado principalmente pela circulação do vírus influenza A. O crescimento da doença tem refletido em maior número de hospitalizações em todas as faixas etárias, desde crianças pequenas até jovens, adultos e idosos.

Apesar do cenário nacional apresentar situação confortável, a orientação é para que a população (principalmente os grupos mais vulneráveis) não abandone os cuidados e mantenha medidas de proteção, como uso de máscaras em unidades e qualquer serviço de saúde e em ambientes fechados com grande circulação de pessoas. Os grupos prioritários, que incluem crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade, devem manter a vacinação em dia. 

A maioria dos óbitos registrados no país ainda decorre do Sars-CoV-2, a covid-19, e influenza A.

Óbitos

Em nível nacional, o boletim aponta tendência de estabilidade ou leve queda nos casos de SRAG em todas as faixas etárias, resultado da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios. De forma geral, a incidência da SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente na população idosa.

Nas capitais, apenas Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA) registram níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.


Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
20,5% de influenza A
2,6% de influenza B
8,5% de VSR
33,2% de rinovírus
19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
29,4% de influenza A
3,2% de influenza B
4,8% de VSR
19% de rinovírus
32,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19)


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