assassinada

Pai de garçonete diz que filha perdeu bebê após agressão do ex-companheiro

Família afirma que relacionamento era marcado por agressões, ameaças e controle
Por Redação 03/02/2026 - 07:03
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Reprodução/Arquivo Pessoal
Lannya Kauane tinha apenas 18 anos
Lannya Kauane tinha apenas 18 anos

O pai de Lannya, garçonete de 24 anos assassinada no bairro Benedito Bentes, em Maceió, prestou um depoimento emocionado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo o relato, a jovem perdeu um bebê no ano passado após ter sido agredida pelo ex-companheiro, apontado pela polícia como principal suspeito do homicídio.

De acordo com o pai, o relacionamento, que durou cerca de um ano e quatro meses, foi marcado por episódios de violência, ameaças e comportamento controlador. Ele afirmou que sempre se posicionou contra a união. Em um dos episódios narrados, Lannya chegou a se mudar com o suspeito para Recife (PE), mas retornou a Alagoas uma semana depois, trazida pela família.

Ainda segundo o depoimento, após voltar ao estado, a jovem retomou a convivência com o companheiro e engravidou. No segundo mês de gestação, durante uma discussão motivada pela decisão de Lannya de retornar à casa dos pais, ela teria sido agredida, o que resultou no aborto.

Após o episódio, a família registrou ocorrência na Central de Flagrantes e obteve uma medida protetiva contra o agressor. No entanto, quando a polícia tentou cumprir a decisão judicial, o suspeito já havia deixado o local. O pai relatou ainda que, algum tempo depois, a filha voltou a manter contato com o ex-companheiro.

No depoimento, ele afirmou que tanto Lannya quanto o suspeito faziam uso de drogas e que o homem teria possíveis ligações com o tráfico. Disse também ter recebido informações sobre um histórico de violência do investigado, incluindo relatos de assaltos e agressões contra outras mulheres.

Em um apelo público, o pai alertou outras famílias sobre a importância do acompanhamento e do diálogo. Ele afirmou que seguirá cobrando a responsabilização dos envolvidos e disse acreditar que a punição pode evitar novas tragédias. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento.

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