ALAGOAS

Após acidente, empresa nega irregularidades e diz que ônibus estava apto

Advogados afirmam que veículo tinha manutenção em dia, apesar de nota da ANTT
Por Adja Alvorável 04/02/2026 - 19:20
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Reprodução/vídeo
Advogados da empresa falaram sobre o ônibus envolvido no acidente em São José da Tapera
Advogados da empresa falaram sobre o ônibus envolvido no acidente em São José da Tapera

A empresa Preto Tuur, proprietária do ônibus envolvido no acidente ocorrido nesta terça-feira, 3, e deixou 16 mortos em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, afirmou que o veículo estava apto para circular. A declaração foi feita por advogados da empresa em vídeo divulgado nesta quarta-feira, 4, nas redes sociais da Preto Tur.

O acidente ocorreu na rodovia AL-220, em São José da Tapera. O ônibus retornava de Juazeiro do Norte, no Ceará, com destino a municípios do interior de Alagoas, quando capotou. A tragédia deixou 16 mortos e vários feridos.

No vídeo, o advogado Francisco André afirmou que o ônibus estava com a documentação e a manutenção em dia.


“O ônibus estava apto para a viagem, seja na questão da manutenção, de pneus e de freios. A quantidade no veículo estava de acordo com a quantidade de passageiros. E o motorista tinha a carteira de habilitação e estava apto”, declarou.

Segundo ele, a empresa atua no transporte de passageiros entre Alagoas e Ceará. “A empresa já atua há um tempo no ramo de viagens interestaduais, com passageiros que saem de Alagoas com destino ao Ceará e realizam o retorno deles”, afirmou.

O advogado Kelvyn Fidelis afirmou que a empresa aguarda o resultado da perícia para esclarecer as causas do acidente.

“Estamos no momento aguardando laudo pericial para esclarecer o que veio a acontecer no acidente, ao tempo que nos disponibilizamos para prestar qualquer esclarecimento necessário às autoridades competentes pela investigação”, disse.

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Posição da ANTT

O posicionamento da empresa ocorre após a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontar irregularidades na operação do veículo, que, segundo o órgão, fazia transporte clandestino de passageiros.

No documento, o órgão informou que o ônibus não possuía habilitação para operar, nem Certificado de Segurança Veicular (CSV), seguro de responsabilidade civil vigente ou Licença de Viagem (LV).

A empresa não comentou diretamente, no vídeo, sobre a nota divulgada pela ANTT.  


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