denúncia
Estudante PCD relata problemas de acessibilidade em faculdade de Medicina
Universitário afirma ter cobrado melhorias; instituição diz que cumpre legislação
Um estudante do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Maceió (Unima) relatou dificuldades de acessibilidade na instituição e afirmou ter solicitado melhorias na infraestrutura durante reunião com a reitoria. O encontro ocorreu nesta semana e, segundo o universitário Ricardo Ribeiro Dias Filho, teve como objetivo discutir problemas estruturais que, segundo ele, impactam a mobilidade dentro do campus. (Vídeo no final da matéria)
De acordo com o estudante, em vídeo postado nas redes sociais, um dos pontos levantados foi o estado do piso na entrada localizada ao lado do minishopping da instituição. Segundo ele, o local estaria desnivelado e com buracos, o que dificultaria o acesso de pessoas com mobilidade reduzida. Ricardo também afirmou ter questionado o funcionamento do elevador do bloco A, que, segundo ele, apresenta falhas frequentes.
O estudante destacou que é pessoa com deficiência (PCD) e argumentou que, embora não receba desconto na mensalidade, espera ter acesso adequado a todos os ambientes da faculdade. Ainda segundo o universitário, durante a reunião o reitor teria questionado se ele conhecia a infraestrutura da instituição antes de efetuar a matrícula. Ricardo relatou que respondeu afirmativamente e que ouviu, em seguida, que já estava ciente das condições da estrutura ao se matricular.
O estudante também mencionou que, ao tratar da questão do elevador, ouviu da reitoria que a instituição teria gastos com acompanhamento em sala e apoio de funcionários. Ricardo disse não ter compreendido a referência a “vigias”, citada durante a conversa, afirmando que nunca teria recebido auxílio direto de funcionários que atuam na área do estacionamento ou nas vagas preferenciais.
Jovem esportista
Ricardo Ribeiro Dias Filho ficou conhecido na comunidade esportiva de Alagoas após um grave acidente ocorrido quando ainda era atleta de handebol em 2024. Na época com 17 anos, ele sofreu uma fratura na vértebra C5 depois de mergulhar em uma piscina durante a comemoração de um campeonato realizado no Mato Grosso, onde representava o estado.
A lesão provocou tetraplegia e levou o jovem a enfrentar um longo processo de recuperação. Após o acidente, Ricardo passou dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e precisou de acompanhamento médico especializado.
Outro lado
Procurada, a Afya Centro Universitário de Maceió informou, por meio de nota, que atua em conformidade com a legislação vigente e com seus protocolos institucionais de acessibilidade e inclusão. A instituição afirmou que, desde o ingresso do estudante, realiza acompanhamento individualizado, com avaliação contínua das necessidades apresentadas para garantir sua participação nas atividades acadêmicas.
Segundo a faculdade, ao longo do período foram realizados ajustes na distribuição de atividades acadêmicas para facilitar o deslocamento do aluno, além de manutenção preventiva em equipamentos utilizados na rotina. A instituição também destacou o suporte contínuo das equipes pedagógicas e administrativas. Na nota, a Afya afirmou ainda que mantém compromisso com a inclusão, a melhoria contínua da infraestrutura e o diálogo com a comunidade acadêmica, com o objetivo de assegurar condições adequadas de aprendizado.
Nota na íntegra
A Afya Centro Universitário de Maceió informa que atua em conformidade com a legislação vigente e com seus protocolos institucionais de acessibilidade e inclusão. Desde o ingresso do estudante, a instituição realiza acompanhamento individualizado, com avaliação contínua das necessidades apresentadas, a fim de assegurar sua plena participação nas atividades acadêmicas.
Nesse período, foram feitos ajustes na distribuição de atividades acadêmicas para facilitar o deslocamento, manutenção preventiva dos equipamentos utilizados na rotina, além do suporte contínuo realizado pelas equipes pedagógicas e administrativas.
A instituição reafirma seu compromisso com a inclusão, a melhoria contínua de sua infraestrutura e a escuta ativa, mantendo diálogo permanente com a comunidade acadêmica para garantir as melhores condições para o aprendizado.



