SUPERAÇÃO

Após pai desviar doações, criança alagoana ganha próteses e volta a andar

Noah Gabriel iniciou adaptação às próteses durante tratamento em São Paulo
Por Redação 12/03/2026 - 18:25
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Reprodução/vídeo
Menino de Murici inicia reabilitação e começa a dar os primeiros passos
Menino de Murici inicia reabilitação e começa a dar os primeiros passos

O pequeno Noah Gabriel, de 1 ano, natural de Murici, em Alagoas, começou a dar os primeiros passos com o auxílio de próteses durante sessões de reabilitação em São Paulo. O caso ganhou grande repercussão após o pai da criança ser preso suspeito de desviar doações destinadas ao tratamento do filho.

Um vídeo divulgado pela mãe do menino mostra Noah caminhando com ajuda dela e da equipe de reabilitação.

A criança teve mãos e pés amputados após complicações provocadas por uma pneumonia no fim de 2025. Desde então, segue em tratamento e processo de adaptação às próteses, com acompanhamento de fisioterapeutas.

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De acordo com a mãe da criança, Mikaelle Christina, o menino enfrentou um quadro grave durante a internação hospitalar. No período mais crítico, ele chegou a sofrer oito paradas cardíacas em um único dia. As complicações provocaram necrose nas extremidades, o que levou à amputação das mãos e dos pés.

Após a alta hospitalar, Noah passou a realizar acompanhamento médico e sessões frequentes de fisioterapia para desenvolver a mobilidade.

Segundo a mãe, as próteses utilizadas atualmente foram doadas, mas precisaram ser adaptadas para o tamanho da criança. Para isso, a família viajou até São Paulo, onde permaneceu por cerca de 20 dias para ajustes e acompanhamento do tratamento. A viagem contou com apoio da gestão municipal de Murici.

Mesmo com as próteses, Noah ainda precisa de ajuda para caminhar. A adaptação é considerada mais difícil porque a criança também perdeu as mãos, o que interfere no equilíbrio e na capacidade de apoio.

O pai da criança, João Victor dos Santos Oliveira, foi preso suspeito de desviar cerca de R$ 113 mil arrecadados em campanhas solidárias para o tratamento do filho. Segundo a investigação, o dinheiro teria sido utilizado em apostas virtuais, restando apenas R$ 300 na conta destinada ao tratamento da criança.

De acordo com a polícia, a conta bancária havia sido aberta em nome do pai para receber as doações, já que a mãe acompanhava o filho durante o período mais crítico da internação.

Apesar das dificuldades, a mãe afirma que o desenvolvimento do menino tem trazido esperança para a família. O tratamento inclui sessões contínuas de fisioterapia e a troca periódica das próteses, que precisam ser substituídas conforme o crescimento da criança.


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