Vale do Catolé

Idosa adoece com invasão em fazenda e caso expõe falhas do TJAL

Maria José, de 79 anos, foi levada para a emergência após PMs entrarem na área sem ordem judicial
Por Redação 13/03/2026 - 14:56
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Divulgação
Dona Maria José, de 79 anos, com várias comorbidades, passou mal com a invasão nas suas terras
Dona Maria José, de 79 anos, com várias comorbidades, passou mal com a invasão nas suas terras

A invasão à Fazenda Vale do Catolé, em Maceió, por agentes da Polícia Militar de Alagoas, e pelo gerente da empresa Amorim Barreto Engenharia, agravaram o estado de saúde da proprietária das terras, dona Maria José, uma idosa de 79 anos, que precisou ser levada às pressas para a emergência de um hospital após passar mal com a ação em sua casa.

A invasão aconteceu na última terça-feira,10, de maneira judicialmente ilegal, já que o processo sobre a área disputada ainda caminha em tramitação em 2ª instância no Tribunal de Justiça de Alagoas. Segundo familiares e testemunhas, os policiais entraram após cortarem cercas presas com arame, arrombarem cadeados nos portões e sem a apresentação de qualquer mandado judicial.


A proprietária da fazenda havia acionado a Polícia Militar por meio do chamado nº 1465, registrado às 9h05. Segundo relatos de familiares, ao chegar ao local, o tenente Túlio teria se reunido com o advogado e com o gerente da empresa e, no lugar de acolhero o pedido de auxílio da idosa, passou a atuar em conjunto com os representantes da empresa, solicitando o reforço de mais cinco viaturas para o local. Eles retiraram da fazenda maquinários que teriam sido usados para desmatamento de grandes áreas da fazenda.

A ampliação do aparato policial, acabou agravando o ambiente de pressão e insegurança. Pouco depois, a proprietária, abalada com a movimentação dentro da fazenda, passou mal e precisou ser socorrida.

O episódio amplia as críticas à forma como o Judiciário alagoano tem conduzido disputas fundiárias no Estado. Para familiares e advogados que acompanham o caso, a situação na Fazenda Catolé evidencia falhas graves na condução judicial do conflito, já que a intervenção ocorreu no local sem a apresentação de qualquer ordem judicial.


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