Saúde

Obesidade: 40% da população adulta de Maceió tem obesidade

Percentual de pessoas que estão acima do peso normal chega a 73% na capital
Por Tamara Albuquerque 03/04/2026 - 10:59
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Divulgação
Mais de 73% da população adulta de Maceió está acima do peso
Mais de 73% da população adulta de Maceió está acima do peso

Mais de 73% da população adulta de Maceió está acima do peso, sendo que 40,1% já enfrenta um quadro de obesidade. Na capital alagoana, quase 700 mil pessoas podem conferir na balança um dos principais fatores de adoecimento.

Os percentuais são resultado dos dados mais recentes do Sistema Vigitel, divulgados pelo Ministério da Saúde este ano e relativos à série histórica 2006 a 2024, alinhados com os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), baseados nos atendimentos na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025.

Em nível nacional, a avaliação do Vigitel é alarmante, apontando mais de 62% dos brasileiros com sobrepeso e 25,7% com obesidade. Uma proporção de 1 adulto com obesidade a cada 4 pessoas.

O consumo alimentar saudável, a prática de atividades físicas, ausência de vícios como tabagismo e alcoolismo e uma noite de sono regular e tranquilo são a receita para manter a saúde e longevidade. Porém, os brasileiros negligenciam ou não têm acesso estrutural para manter esses fatores em suas vidas.

A obesidade no Brasil cresceu 118% de 2006 a 2024, afetando 25,7% dos adultos, segundo a pesquisa Vigitel. A alta é mais acentuada entre jovens, mulheres e pessoas com ensino médio.

Especialistas apontam ultraprocessados e sedentarismo como causas principais, além de políticas públicas falhas. Estratégias sugeridas incluem regulação de publicidade e incentivo a alimentos saudáveis, além de ampliar o acesso a medicamentos e tratamentos contra a doença.

Eles destacam que o problema da obesidade não deve ser analisado apenas pela ótica individual do paciente e de seus hábitos de vida, mas sim da estrutura da sociedade que favorece, ou não, a adoção de um estilo mais saudável.


Fator sono



Pela primeira vez, a pesquisa Vigitel avaliou o sono do brasileiro como fator que favorece o excesso de peso. A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) lembra que o sono ruim eleva a resistência à insulina e desregula a produção dos hormônios ligados à fome e à saciedade.

A Vigitel apontou que 20,2% dos brasileiros adultos dormem menos de seis horas por noite, e 31,7%, quase 1 em cada 3, relatam sintomas de insônia. Nesse caso, a frequência dos sintomas de insônia variou entre 28,7% em Natal e 38% em Maceió.

O maior número de casos de insônia foi encontrado entre mulheres em Maceió (45,6%), Rio Branco (43,3%) e Macapá (41,5%) e, entre homens, em Porto Velho (33,9%), Manaus (33,1%) e Macapá (31,0%).

Vigitel e Sisvan


A Vigitel é um inquérito que ouve apenas as capitais brasileiras, mas dados de 2025 do Sisvan mostram um cenário ainda mais preocupante para obesidade e sobrepeso entre os brasileiros.

De acordo com os números, 36,3% dos brasileiros adultos atendidos no ano passado tinham obesidade, e 70,9% estavam acima do peso. Entre as capitais, o levantamento mostra que Recife, em Pernambuco, lidera o ranking, com 47,17% da população adulta com obesidade. Considerando o sobrepeso, o percentual chega a 77,44%.

Em segundo lugar, está Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com, respectivamente, 44,11% e 74,9%. Já na outra ponta, Palmas, no Tocantins, é a capital com a menor taxa de obesidade, segundo os dados do Sisvan, onde 29,31% da população adulta têm o diagnóstico. Considerando o sobrepeso, porém, o percentual sobe para 64,77%.

Em seguida, está São Luís, no Maranhão, com 30,35% dos adultos com obesidade, e 68,03% com sobrepeso. Maceió apresenta 73,34 % da população com obesidade e sobrepeso. Confira o ranking de obesidade entre as capitais:


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