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Gabinete do vice-presidente do TJ de Alagoas é alvo da Polícia Federal

Desembargador Carlos Cavalcanti é investigado pelo Conselho Nacional de Justiça
Por José Fernando Martins e Bruno Fernandes 13/04/2026 - 10:38
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Assessoria
O desembargador Carlos Cavalcanti, vice-presidente do TJAL
O desembargador Carlos Cavalcanti, vice-presidente do TJAL

A Polícia Federal realiza, na manhã desta segunda-feira, 13, diligências no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). Informações extraoficiais indicam que o alvo seria o gabinete do desembargador Carlos Cavalcanti de Albuquerque Filho, vice-presidente da Corte. A ação ocorreria em meio a investigações que tramitam no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pelo controle disciplinar do Judiciário.

Dois agentes da PF e dois juízes auxiliares do CNJ participam da ação. O magistrado passou a ser alvo de questionamentos após decisão que determinou a liberação de cerca de R$ 332 milhões a herdeiros da Massa Falida da Laginha, além de instituições financeiras e escritórios de advocacia. O pagamento havia sido anteriormente negado pelas juízas responsáveis pelo processo falimentar, sob o entendimento de que os herdeiros não integram formalmente o processo, sendo considerados terceiros interessados.

Diante da negativa, os advogados recorreram, e o desembargador autorizou a liberação imediata dos valores. A decisão, no entanto, não foi cumprida pelas magistradas de primeiro grau. Há ainda relatos de possíveis pressões no curso do processo, ponto que também integra as apurações em andamento.

Paralelamente, outra frente de investigação envolve uma disputa judicial sobre um terreno localizado no município de Porto de Pedras, no litoral norte do estado. O caso resultou em reclamação disciplinar apresentada ao CNJ por herdeiros da antiga proprietária do imóvel.

Segundo os autos, o terreno — conhecido como Sítio Mata da Praia — fazia parte do espólio de Eunice Pessoa do Amaral Falcão, falecida em 2013, e foi incluído em partilha homologada judicialmente em 2019. Posteriormente, a área teria sido transferida com base em uma procuração pública que, de acordo com documentos do cartório, foi considerada falsa.

Por meio da assessoria de comunicação, a Vice-Presidência do TJAL respondeu que o processo está em tramitação e corre em segredo de justiça.


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