ECONOMIA

Inadimplência empresarial cresce 13,92% em fevereiro e acende alerta

Alta reflete combinação entre cenário econômico desafiador e efeito cascata
Por Redação 17/04/2026 - 14:18
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Divulgação/Freepik
O número de empresas inadimplentes no Brasil cresceu 12,65% em um ano
O número de empresas inadimplentes no Brasil cresceu 12,65% em um ano

O número de empresas inadimplentes no Brasil cresceu 12,65% em um ano, refletindo um cenário de maior pressão financeira sobre o ambiente de negócios. O avanço ocorre em meio a juros elevados, custo do crédito mais alto e ao aumento da inadimplência entre consumidores, fator que impacta diretamente o fluxo de caixa das empresas.

Segundo João Paulo Travasso Cardoso, Coordenador de Pré e Pós-vendas do SPC Brasil, o aumento da inadimplência empresarial está ligado à dinâmica entre empresas e consumidores.

“Um puxa o outro. Em um cenário econômico como o atual, as empresas precisam se ajustar, o que pode levar ao crescimento da inadimplência. Como o consumidor também enfrenta dificuldades financeiras, a capacidade de pagamento das empresas acaba sendo impactada”, afirma.

Entre os setores, os Serviços concentram a maior parcela de empresas inadimplentes, representando cerca de 39% do total, com crescimento próximo de 8% em relação a fevereiro do ano passado. O segmento foi um dos mais afetados pela inflação recente, o que ajuda a explicar a maior vulnerabilidade financeira.

Diante desse cenário, especialistas recomendam maior atenção ao controle financeiro e ao monitoramento da carteira de clientes. Com os níveis recordes de inadimplência do consumidor, o acompanhamento dos recebíveis se torna ainda mais estratégico para evitar impactos no caixa das empresas.

Outro movimento observado é a antecipação das renegociações de dívidas. Segundo João Paulo, empresas têm buscado acordos mais rapidamente para evitar que os juros elevados ampliem o peso das pendências financeiras.

“Hoje o timing da renegociação mudou. As empresas estão buscando acordos mais cedo, porque os juros altos corroem a capacidade de pagamento com o passar do tempo”, afirma.

Nesse contexto, o cenário reforça a importância do planejamento financeiro e de uma gestão ativa dos recebíveis para reduzir riscos de inadimplência e preservar o fluxo de caixa das empresas.

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