JUSTIÇA
Cláudia Pollyanne: TJAL nega habeas corpus e mantém prisão de investigada
Com a decisão, a investigada segue à disposição da Justiça enquanto o inquérito prossegue
O Tribunal de Justiça de Alagoas negou nesta quarta-feira, 22, por unanimidade o habeas corpus de Jéssica da Conceição Vilela, investigada pela morte da esteticista Cláudia Pollyanne, mantendo a prisão preventiva diante da ausência de elementos para concessão de liberdade.
Com a decisão, a investigada segue à disposição da Justiça enquanto o inquérito prossegue. O caso permanece em apuração e ainda há pontos considerados em aberto pelas autoridades responsáveis.
Vale lembrar que o parecer do Ministério Público de Alagoas publicado no dia 2 de abril já era contrário ao pedido da defesa. O órgão citou indícios e a necessidade de manutenção da medida com base nas informações reunidas no processo.
O parecer foi assinado pelo procurador Luiz José Gomes Vasconcelos e enviado ao relator João Luiz Azevedo Lessa. A defesa alegou ausência de fundamentos e pediu medidas alternativas.
O Ministério Público contestou a tese e apontou elementos que indicam a necessidade da prisão. Em trecho do documento, o órgão afirma que não há constrangimento ilegal na manutenção da custódia cautelar.
Segundo o parecer, a investigada exercia função na unidade e tinha dever de cuidado com internos. O caso também envolve o proprietário Maurício Anchieta de Souza, que relatou quadro de abstinência da vítima antes do óbito.
O caso
Cláudia Pollyane morreu no dia 9 de agosto de 2025, em uma clínica de reabilitação em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió, e o caso passou a ser investigado após familiares apontarem sinais de violência no corpo.
A família registrou boletim de ocorrência depois de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento do município, onde foram relatados hematomas e outras marcas, enquanto o responsável pela clínica afirmou que a paciente teve um quadro de abstinência, foi medicada e encontrada sem vida no dia seguinte.
Com a repercussão, surgiram novos relatos, incluindo o de uma adolescente de 16 anos que afirmou ter sofrido abusos, o que levou à apuração de irregularidades e à interdição do estabelecimento pelas autoridades.



