Economia

Salário de admissão cai em Alagoas e fica 20% abaixo da média nacional

Trabalhador no estado é contratado com vencimento menor em R$ 469 em relação à média nacional
Por Tamara Albuquerque 22/04/2026 - 12:21
A- A+
Agencia Brasil
Trabalhador de Alagoas perdeu R$ 86,63 no salário de admissão em fevereiro, quando comparado ao mês anterior
Trabalhador de Alagoas perdeu R$ 86,63 no salário de admissão em fevereiro, quando comparado ao mês anterior

O salário de admissão, valor inicial definido entre empregador e trabalhador no momento da contratação, encolheu em Alagoas no mês de fevereiro deste ano em comparação ao mês anterior. Em relação à média nacional, de R$ 2.346,97, a queda foi um poco mais que 20%, que representa R$ 469 a menos no bolso do trabalhador.

Segundo o relatório mais recente de Estatísticas Mensais do Emprego Formal, do Novo Caged, publicado no final de março e referente ao mês de fevereiro de 2026, o salário médio de admissão em Alagoas ficou em R$1.817,76. Quando comparado ao mês de janeiro, de R$1.904,39, a redução chega a R$ 86,63 no estado.

Em relação aos demais estados da região Nordeste, Alagoas praticou em fevereiro o menor valor salarial para o trabalhador formal em começo de carreira na empresa. No Maranhão, esse salário foi de R$ 2.055,22, no Piauí R$ 2.107,30, Ceará R$ 2.093,14, Rio Grande do Norte R$ 2.010,22, Paraíba R$ 2.088,57, Pernambuco R$ 2.197,25, Sergipe R$ 1.968,76 e na Bahia R$ 2.054,29.

Saldo negativo

O estado fechou fevereiro com saldo negativo de postos de trabalho, segundo o novo Caged. Foram 3.023 perdas, resultado de 18.554 desligamentos contra 15.531 admissões no período. Além de Alagoas, apresentaram saldo negativo os estados do Rio Grande do Norte (2.221 perdas) e a Paraíba (1.186). Os maiores saldos de emprego ficaram coma Bahia (6.890 contratações) e Ceará (4.316 ).

Na avaliação do pesquisador do FGV Ibre, Vitor Hugo Miro, essa variação nos salários de admissão é influenciada pela época do ano. Em entrevista ao Diário do Nordeste, ele explica que, nos últimos meses de cada ano, ocorre a geração de muitas vagas temporárias e flexíveis com remunerações menores, enquanto nos primeiros meses as empresas buscam perfis diferentes, com salários melhores.

O pesquisador ressalta que, embora os dados do Ministério do Trabalho mostrem volatilidade por focarem apenas no mercado formal, pesquisas como a Pnad Contínua do IBGE indicam uma trajetória de crescimento dos rendimentos quando incluídos trabalhadores informais e por conta própria.


Encontrou algum erro? Entre em contato