Política

Pesquisa aponta prefeita com maior rejeição popular no país. Saiba quem é

Levantamento mostra que 90% da população rejeita a administração da gestora
Por Redação 07/05/2026 - 14:44
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Reprodução
Prefeita Adriane Lopes no topo da rejeição popular
Prefeita Adriane Lopes no topo da rejeição popular

A prefeita de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Adriane Lopes (PP), que transformou sua administração em um reduto de lideranças da Igreja Assembleia de Deus Missões (IADMCG), acumula a maior rejeição popular do país entre administradores das capitais. A informação é do ICL Notícias, baseada em pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência.

O levantamento realizado este ano indica que a gestão de Adriane Lopes é reprovada por 90% da população. Anteriormente, pesquisas dos institutos AtlasIntel e Veritá já haviam apontado uma enorme rejeição da administração.


Segundo o instituto, a gestão de Adriane tem aprovação de apenas 7%, sendo que 3% não sabem ou não responderam. 80% dos entrevistados disseram que a administração dela é ruim ou péssima, 13% falaram que é regular e 4% declararam que é boa ou ótima.

O intervalo de confiança é de 95% e margem de erro de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi realizada de 16 a 20 de março deste ano, junto a 1.000 eleitores, com 16 anos ou mais de idade, nas sete regiões urbanas de Campo Grande (MS) e nos distritos de Anhanduí, Rochedinho e zona rural.

Nomeação de pastores

Evangélica, a prefeita colocou 12 pastores no comando de setores estratégicos da gestão pública, inclusive, gerenciando, diretamente, o orçamento municipal de R$ 6,9 bilhões previsto para 2026. As nomeações geram custo mensal superior a R$ 130 mil na folha de pagamento do município, de acordo com levantamento realizado pelo site local O Jacaré.

Os pastores definem questões fundamentais, como licitações, contratações de serviços essenciais e definição de políticas públicas.

A gestão das finanças municipais está sob responsabilidade de Isaac José de Araújo, titular da Secretaria de Fazenda e um dos pastores evangélicos nomeados pela administração. Antes de assumir o comando de um orçamento bilionário na capital sul-mato-grossense, ele atuava na contabilidade interna da ADMCG.

O ICL Notícias pesquisou que outros líderes religiosos também ocupam cargos estratégicos em áreas como regulação e mobilidade urbana. Paulo da Silva preside a Agência de Regulação (Agereg), enquanto Ciro Vieira Ferreira comanda a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

Na área social, a presença se estende às pastas de maior peso orçamentário. A Secretaria de Saúde, que concentra cerca de R$ 2 bilhões, conta com quatro pastores em funções ligadas à gestão financeira e aos processos de licitação. Entre eles estão Julinei Herão Ferreira e Fausto Azevedo Tlaes, responsável pela gerência de Suprimentos e Abastecimento.

Já na educação, Emerson Irala de Souza atua como analista técnico, somando-se a outros líderes religiosos que também ocupam postos na Casa Civil e na Agência de Habitação.


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