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Aldo Rebelo diz que vai à Justiça se partido barrar sua pré-candidatura

Alagoano diz que ex-ministro do STF não se pronunciou sobre candidatura
Por Redação 19/05/2026 - 14:44
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Divulgação
Aldo Rebelo e Joaquim Barbosa
Aldo Rebelo e Joaquim Barbosa

O ex-ministro alagoano Aldo Rebelo afirma que irá à Justiça caso sua pré-candidatura à Presidência da República seja barrada pelo partido Democracia Cristã (DC). O presidente da legenda, João Caldas, lançou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como pré-candidato, abrindo um racha no partido.

Aldo foi anunciado oficialmente em fevereiro pela sigla como postulante ao Planalto. A citação do nome de Barbosa para disputar à Presidência causou estranheza no alagoano. “Provavelmente, se for confirmada [a pré-candidatura de Joaquim Barbosa], será levada à convenção e, na pior das hipóteses, um processo de judicialização”, afirmou o ex-ministro à Folha de S.Paulo. 

“Se houver ameaça à minha pré-candidatura, nesta hipótese, a questão será judicializada. Se não, marchará para uma disputa tranquila e democrática na convenção.”

Para Rebelo, a pré-candidatura de Barbosa não passa de um balão de ensaio. O termo é utilizado para classificar uma estratégia de comunicação, geralmente de políticos, para lançar uma ideia ao público e observar a reação geral. Embasa essa avaliação, segundo ele, o fato de que o ex-magistrado não se pronunciou até o momento sobre o assunto.

Integrantes da diretoria nacional do DC dizem que a estratégia de divulgação da pré-candidatura de Barbosa estava sendo traçada nos bastidores e seria divulgada em um momento oportuno. Afirmam ainda que pesquisas internas teriam mostrado um desempenho suficientemente bom de Barbosa, ao contrário de Aldo. O magistrado teria tido melhor desempenho principalmente no Paraná e Rio de Janeiro.

“O ministro Joaquim Barbosa é um homem que cultua o anonimato, é prudente. Cada coisa no seu tempo, a natureza não dá saltos. Ele está fazendo ao modo dele”, disse João Caldas, presidente nacional do DC à Folha. Segundo outra liderança do partido, a sigla foi procurada por amigos do ex-ministro do STF, que teriam comunicado a pretensão dele de concorrer. Joaquim Barbosa teria se filiado dia 2 de abril, no Rio de Janeiro.

Primeiro ministro negro a presidir o Supremo, ele antecipou a aposentadoria e deixou a corte em 2014. Indicado por Lula, ganhou notoriedade pela postura dura em relação aos réus como relator do mensalão, caso que condenou parte da antiga cúpula do PT, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

“Até agora ele não se pronunciou, ninguém sabe onde ele foi filiado. Nunca confirmou que é pré-candidato”, prosseguiu Aldo, que comandou as pastas da Defesa durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), além do Esporte, Ciência e Tecnologia e coordenou a Secretaria de Relações Institucionais durante o segundo governo Lula (PT).

“Confirmada, será levada até a convenção do partido. O partido em SP já declarou que não apoiaria essa candidatura.”

O presidente do diretório de São Paulo, o ex-deputado petista Cândido Vaccarezza, declarou ao Painel que Barbosa é “inapoiável” e que trabalharia contra a pré-candidatura do ex-magistrado.



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