CULTURA
Governo e Ufal lançam streaming gratuito com mais de 500 filmes nacionais
Plataforma pública digital reúne acervo audiovisual sem cobrança e exige login Gov.br
O Governo Federal lança neste sábado, 30, a Tela Brasil, nova plataforma pública de streaming criada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O serviço reúne 561 obras do audiovisual brasileiro e será totalmente gratuito, sem anúncios e sem assinatura, exigindo apenas conta Gov.br para acesso.
A Tela Brasil chega ao público com um catálogo inicial que inclui longas, curtas, médias e telefilmes nacionais. Entre os destaques, estão 19 produções que já representaram o Brasil em indicações ao Oscar.
As obras foram financiadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e também integram acervos de instituições como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Palmares.
Neste primeiro momento, o acesso estará disponível somente pela versão web, no endereço telabrasil.cultura.gov.br. Segundo o Ministério da Cultura (MinC), versões para aplicativos móveis, Smart TVs e funcionalidades offline devem ser implementadas futuramente.
O governo afirma que a iniciativa funciona como política pública de democratização do acesso ao cinema brasileiro, ampliando a circulação de produções nacionais.
A plataforma foi desenvolvida pela Ufal, por meio do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES), sem participação de empresas privadas. Cerca de 80 profissionais, entre pesquisadores, estudantes e técnicos de instituições públicas, participaram da criação do sistema.
No lançamento, estará disponível apenas o Perfil Cidadão, voltado ao uso individual. Já o Perfil Direcionado será implementado futuramente para escolas, bibliotecas, cineclubes e espaços culturais, com recursos como curadoria pedagógica, playlists e agendamento de exibições.
A proposta também atende à Lei 13.006/2014, que prevê a exibição de produções nacionais em instituições de ensino básico.
Mais de 300 títulos já contam com recursos como audiodescrição, legendas descritivas e Libras. A interface segue diretrizes internacionais de acessibilidade digital (WCAG 2.2 AA).
Segundo o projeto, não haverá publicidade, cobrança ou uso de rastreamento para fins comerciais. O tratamento de dados seguirá a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), utilizando apenas informações necessárias para funcionamento do serviço.



