SUPERAÇÃO
Filho de torcedor assassinado em ataque se destaca como goleiro do CSA
Jovem atleta emociona ao homenagear pai e se destaca na Copinha
O goleiro Pedro Ariel vive um momento de destaque com a camisa do Centro Sportivo Alagoano na Copa São Paulo de Futebol Júnior, mas sua trajetória vai muito além das quatro linhas. Filho de um torcedor assassinado após uma partida de futebol em Maceió, o jovem tem chamado atenção pelo desempenho em campo e pela história de superação.
Na terça-feira, 6, Pedro Ariel foi um dos destaques do empate sem gols entre CSA e Bahia pela Copinha. A atuação rendeu elogios da comissão técnica azulina, que destacou o potencial e a dedicação do atleta.
Após o jogo contra o Bahia, Pedro Ariel publicou uma homenagem ao pai nas redes sociais. Em uma foto, o goleiro aparece segurando uma camisa com a frase "Peu Vive". Na publicação, escreveu uma mensagem emocionante: "Eu só queria o senhor aqui".
O gesto repercutiu entre torcedores e reforçou a ligação do atleta com a memória do pai, que acompanhava sua trajetória no futebol.
Após a partida, o técnico da equipe sub-20, Geovane Nascimento, afirmou que o goleiro possui grande projeção e vem construindo sua carreira com muito esforço.
O desempenho diante do Bahia reforçou o bom momento vivido pelo jogador, que busca espaço no futebol profissional enquanto carrega uma história marcada por desafios pessoais.
Relembre a morte de Peu
Em 2023, quando ainda defendia as categorias de base do Clube de Regatas Brasil, Pedro Ariel perdeu o pai, Pedro Lúcio dos Santos, conhecido como "Peu".
Torcedor do CSA, ele foi espancado após uma partida contra o Confiança, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, e morreu em decorrência dos ferimentos.
Segundo investigações do Ministério Público, o crime teria sido cometido por integrantes de uma torcida organizada do CRB, em um episódio relacionado à rivalidade entre torcidas.
Em outubro de 2025, dois acusados pelo assassinato de Pedro Lúcio dos Santos foram condenados a 28 anos de prisão. Outros sete denunciados foram impronunciados por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob o entendimento de que não havia provas suficientes para levá-los a julgamento.



