política
Preso, PTK era aposta do MDB para atrair votos das periferias de Maceió
Influenciador era visto como um dos nomes cotados para ampliar a presença eleitoral
A prisão do influenciador digital Patrick Almeida, conhecido como PTK, durante a Operação Morro do Alemão, realizada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL), atingiu diretamente uma estratégia política que vinha sendo construída pelo MDB em Alagoas para as eleições de 2026.
Filiado ao MDB desde maio deste ano, PTK era tratado nos bastidores como uma das apostas do grupo para ampliar a presença eleitoral da legenda nas periferias de Maceió e em segmentos populares da capital.
Com forte atuação nas redes sociais e grande alcance entre jovens moradores das comunidades, o influenciador vinha participando de ações sociais, visitas a bairros e encontros com categorias como mototaxistas, entregadores por aplicativo e trabalhadores informais. O movimento era visto por aliados como o início de uma construção política voltada para uma possível candidatura à Câmara dos Deputados.
A estratégia do MDB buscava transformar a popularidade digital de PTK em capital eleitoral, aproximando o partido de setores onde tradicionalmente enfrenta maior dificuldade de inserção. O influenciador passou a ser presença frequente em atividades comunitárias e era apontado como um nome capaz de dialogar diretamente com o eleitorado das periferias.
A operação policial, porém, mudou completamente o cenário. Segundo a investigação conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Dracco), Patrick Almeida é suspeito de manter ligação com o Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do país.
De acordo com a Polícia Civil, o influenciador teria sido escolhido por integrantes da organização criminosa para atuar politicamente em favor dos interesses da facção. As acusações são investigadas no âmbito da operação deflagrada nesta quarta-feira, 3.



