LEVANTAMENTO

Alagoas reduz sub-registro de nascimentos e atinge menor taxa em cinco anos

Percentual caiu para 0,56% em 2024 e ficou abaixo da média nacional divulgada pelo IBGE
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
 Dados do IBGE mostram que Alagoas registrou queda contínua no sub-registro e na subnotificação de nascidos vivos entre 2020 e 2024
Dados do IBGE mostram que Alagoas registrou queda contínua no sub-registro e na subnotificação de nascidos vivos entre 2020 e 2024

Alagoas registrou em 2024 a menor taxa de sub-registro de nascidos vivos dos últimos cinco anos. Segundo as Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos divulgadas pelo IBGE, o percentual caiu para 0,56%, resultado inferior à média nacional de 0,95%. O indicador representa os nascimentos que ocorreram, mas não foram registrados em cartório.

Além do avanço nos registros civis, o estado também apresentou melhora na notificação dos nascimentos ao Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde. A taxa de subnotificação caiu para 0,23%, a menor da série analisada.

Os dados mostram uma trajetória consistente de redução dos dois indicadores em Alagoas desde 2020. Naquele ano, o sub-registro alcançava 2,98%, enquanto a subnotificação era de 1,32%. Em quatro anos, os percentuais recuaram para 0,56% e 0,23%, respectivamente.

A queda foi de 81,2% no sub-registro e de 82,6% na subnotificação, indicando avanço na integração entre os sistemas de saúde e os cartórios de registro civil.

Em comparação com outros estados nordestinos, Alagoas apresentou um dos menores percentuais de sub-registro em 2024. O índice ficou abaixo dos registrados em Sergipe (3,10%), Piauí (3,98%), Maranhão (1,94%), Ceará (1,35%) e Pernambuco (1,16%). Entre as unidades da federação do Nordeste, apenas Bahia (0,74%), Rio Grande do Norte (0,73%) e Paraíba (0,56%) apresentaram resultados próximos.

Segundo o IBGE, a redução do sub-registro está relacionada ao fortalecimento da rede de registro civil e à ampliação das unidades interligadas instaladas em maternidades, que permitem que o recém-nascido seja registrado ainda no hospital.

Os resultados colocam Alagoas em situação mais favorável que a média brasileira e refletem avanços no acesso à documentação civil, considerada essencial para garantir direitos básicos como atendimento de saúde, matrícula escolar e inclusão em programas sociais.


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