Em Alagoas

Roubos e mortes em assaltos caem até 94% em 13 anos, diz SSP/AL

Número de crimes patrimoniais também reduziu 41,33% no ano passado em relação a 2015
Por Redação com Agência Alagoas 12/06/2026 - 15:46
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AgÊncia Alagoas
Policiamento através do Ronda nos Bairros
Policiamento através do Ronda nos Bairros

O número de latrocínios - roubo seguido de morte - praticados em Alagoas teve uma redução de quase 94% na série histórica de 2012 a 2025. Em 2012, o estado chegou a registrar 96 casos, mas fechou o ano de 2025 com apenas seis registros. A tendência também se manteve nos primeiros cinco meses de 2026, com apenas uma ocorrência. A informação é da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AL).

O número de crimes patrimoniais, que engloba roubos a transeuntes, residências, veículos de passeio, motos e similares, também apresentou queda significativa, segundo o governo. Enquanto em 2015 o estado contabilizava 7,7 mil casos de roubo a transeunte, em 2025 esse número caiu para 4,4 mil, uma redução de 41,33%. Já o número de roubos a residências no mesmo período recuou de 237 para 113, uma queda de 52,32%.

A retração no roubo de motos e similares foi de 56,52%, passando de 2,3 mil casos em 2015 para 1 mil em 2025. Em relação ao roubo de veículos de passeio, houve uma queda de 69,3%, com o indicador baixando de 854 casos para 262 no comparativo entre os dois anos.

A mesma tendência de queda persiste nos primeiros cinco meses de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, o percentual de roubo a transeuntes teve uma redução de 27,8%; o de residências caiu 12,8%; o de motos e similares recuou 30% e o de veículos de passeio baixou 21,7%.

Estratégia e policiamento ostensivo

Na avaliação do diretor de Polícia da Área I, delegado Sidney Tenório, a redução dos crimes patrimoniais e latrocínios em Alagoas passa por questões estratégicas pontuais, como as abordagens ostensivas e o trabalho de inteligência das polícias.

A ostensividade nas ruas, observa ele, foi intensificada nos últimos anos, impulsionada por programas como o Força-Tarefa, da Polícia Militar, e o Ronda no Bairro, da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev). O delegado destaca ainda o patrulhamento da Oplit e da Operação Policial Integrada litorânea (Cone) em áreas com maior índice de ocorrências. 

“O crime patrimonial passa muito pela questão do horário, e abordagens feitas em horários mais estratégicos inibem a ação dos criminosos”, observa Sidney Tenório. O diretor explica que, entre os crimes patrimoniais mais comuns, o roubo é o que mais preocupa pelo potencial de violência. “O que leva ao latrocínio é o roubo armado; é o roubo qualificado, com resultado morte, mas também existem outros, como o furto e o estelionato”, esclarece.

Inteligência e o papel da população

A tecnologia tem sido uma aliada central na virada de jogo contra a criminalidade. “Graças à tecnologia e ao avanço dos dados estatísticos, a polícia age de forma inteligente, por meio do que a gente chama de manchas criminais”, explicou Sidney Tenório.

Essa mancha é desenhada a partir dos Boletins de Ocorrência (B.O.). Por isso, o delegado reforça a importância da denúncia por parte das vítimas. “Com base nisso, a polícia vai saber a hora, o dia e o local onde estão ocorrendo esses crimes, para aumentar o policiamento em horários e regiões específicas”.


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