Segurança

Alagoas tem equipe abaixo do indicado para fiscalizar barragens, diz ANA

Relatório recomenda 6 profissionais, mas registra 2 com dedicação exclusiva
Imagem criada por inteligência artificial
Relatório da ANA aponta 213 barragens prioritárias para gestão de segurança em todo Brasil
Relatório da ANA aponta 213 barragens prioritárias para gestão de segurança em todo Brasil

O Relatório de Segurança de Barragens 2026, divulgado nesta quarta-feira, 8, pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aponta que Alagoas tem equipe abaixo do parâmetro indicado para fiscalizar barragens. O documento recomenda 6 profissionais, mas registra 2 com dedicação exclusiva e 3 na equipe total.

A informação consta na tabela sobre estrutura dos órgãos fiscalizadores. No caso de Alagoas, a Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh) aparece na faixa de 100 a 300 barragens cadastradas, grupo para o qual o relatório indica equipe com 6 profissionais.

O mesmo levantamento mostra que a Semarh é responsável por 136 barragens cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens.

A diferença entre a equipe indicada e o quadro informado ocorre em um setor ligado à prevenção de riscos. O relatório trata de cadastro, classificação, inspeções, planos de segurança e ações de emergência para barragens em todo o país.

"A partir do número de barragens cadastradas por cada fiscalizador, estima-se que, no total, seriam necessários ao menos 332 profissionais de dedicação exclusiva em segurança de barragens, distribuídos segundo a Tabela 6. Para os 28 órgãos fiscalizadores que não atendem à equipe mínima recomendável, conclui-se que há um déficit total de pelo menos 221 profissionais exclusivos", diz trecho do relatório.

No cenário nacional, o relatório aponta 29.761 barragens cadastradas e informa que 28 órgãos fiscalizadores não têm a quantidade mínima recomendada de profissionais exclusivos, embora sejam responsáveis por 92% das estruturas no sistema.

O documento também registra déficit de 332 profissionais de dedicação exclusiva no país e cita limitações de equipe, orçamento e capacitação entre os entraves para o cumprimento das atribuições previstas na política de segurança de barragens.

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