Caso Kleber Malaquias
MPAL diz que há provas incontestáveis contra acusado da morte de Malaquias
Promotores afirmam que há provas da participação do réu e aguardam análise do TJAL
O julgamento do ex-policial militar Marcos Maurício Francisco dos Santos, acusado de participação no assassinato do empresário e influenciador Kleber Malaquias, foi suspenso temporariamente após uma liminar concedida durante o plantão judiciário. O Ministério Público de Alagoas (MPAL) informou que já recorreu da decisão e defende a realização do júri. Segundo o MPAL, a liminar foi concedida após a defesa do réu apresentar um pedido de habeas corpus. O órgão ministerial sustenta que os argumentos apresentados divergem do entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e afirma que a decisão foi tomada sem análise aprofundada do processo.
A promotora Lídia Malta e o promotor Thiago Riff detalharam o que ocorreu, as providências adotadas e o que esperam do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).
“Viemos preparados para provar a participação do réu nesse crime, inclusive nos autos constam provas incontestáveis, a exemplo de conversas dele, por meio de dados telefônicos e via whatssApp, com os outros participantes já condenados. Após seis anos, a defesa entra com um pedido de habeas corpus tentando justificar o injustificável, tentando fugir à exploração das provas implementadas porque já tem a convicção de que o seu cliente não será inocentado”, afirmou a promotora Lídia Malta.
“Infelizmente, houve essa decisão de saída de plantão, momento em que não há possibilidade de se aprofundar na prova. Tanto é que a petição apresentada tem mais de cinco mil páginas de anexo. Entendemos, portanto, que podemos reverter essa análise quando houver apreciação pelos demais desembargadores. O Ministério Público continuará firme nas suas convicções e aguardando que, o mais rápido possível seja marcada a nova data para o julgamento”, ressaltou o promotor Thiago Riff.
A mãe de Kleber Malaquias, Evany Malaquias, emocionada, se disse decepcionada com a decisão que culminou na suspensão do júri. “Para mim é algo que só aumenta a dor, chegar aqui, para assar mais uma vez por tudo, reviver o que fizeram com meu filho e saber que o júri não vai acontecer é uma decepção tremenda. Além disso, ando com muito medo em relação à minha vida, não sei o que poderá acontecer, mas lutarei por justiça até o fim”, afirmou em lágrimas.



