justiça
STJ mantém prisão de investigada por movimentação de R$ 7,4 milhões em AL
Caso começou com fraude contra lotérica de Maceió e avançou para lavagem de dinheiro
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva de Lorena Moraes Correa, investigada por suposta participação em uma organização criminosa envolvida em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro em Alagoas. Presa desde dezembro de 2025, ela é apontada como integrante relevante do núcleo financeiro do grupo. A informação foi publicada em diário oficial nesta terça-feira, 8.
Segundo elementos das investigações reproduzidos na decisão, Lorena teria movimentado aproximadamente R$ 7,4 milhões. O processo também menciona transferências para outros investigados e um saque de R$ 800 mil, parcialmente destinado a integrantes do grupo e a contas da própria investigada.
A investigação começou após uma fraude contra a Lotérica Super Sorte, praticada, segundo os autos, por meio de contatos pelo WhatsApp que simulavam vínculo com as proprietárias do estabelecimento. A apuração avançou para quebras de sigilos bancário, telefônico e telemático, buscas e prisões.
A defesa alegou excesso de prazo, ausência de fundamentos atuais para manter a prisão e pediu que Lorena recebesse o mesmo benefício concedido a um corréu que deixou a prisão.
O ministro Ribeiro Dantas, porém, não conheceu do habeas corpus. A decisão considerou que a prisão permanece fundamentada diante dos elementos que apontam movimentações financeiras milionárias e possível atuação relevante da investigada no núcleo financeiro da organização.
O STJ também afastou a possibilidade de estender a Lorena a decisão que beneficiou o corréu Luiz Ricardo Pereira. No caso dele, a prisão foi revogada após a celebração de acordo de colaboração premiada, circunstância pessoal que não se aplica à investigada.



