JUSTIÇA

Entenda por que a Justiça negou pedido de liberdade para PTK

Desembargador afirmou que investigação reúne indícios suficientes e manteve a prisão preventiva
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 20/07/2026 - 19:01
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Patrick Almeida, conhecido como PTK
Patrick Almeida, conhecido como PTK

A Justiça de Alagoas negou o pedido de liminar em habeas corpus apresentado pela defesa de Patrick de Almeida Silva, conhecido como PTK, preso preventivamente desde 3 de junho durante uma operação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Dracco). A decisão é do desembargador Ivan Vasconcelos Brito Júnior, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).

Investigado por suposta participação em uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho e por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, PTK alegou, por meio da defesa, que a prisão seria ilegal por falta de provas concretas. Os advogados também questionaram uma interceptação telefônica, a ausência de perícia de voz, a duração da investigação e pediram a substituição da prisão por medidas cautelares.

Ao negar o pedido, o desembargador afirmou que, nesta fase do processo, a prisão preventiva exige apenas indícios suficientes de autoria e prova da materialidade dos crimes, sem necessidade de comprovação definitiva.

Segundo a decisão, a investigação não se baseia em um único diálogo interceptado, mas em um conjunto de provas obtidas ao longo de mais de dois anos, incluindo interceptações telefônicas, quebras de sigilos e análise de movimentações financeiras.

Com a negativa da liminar, o habeas corpus seguirá tramitando no TJAL. O processo ainda será analisado pelo Ministério Público antes do julgamento definitivo pela Câmara Criminal do tribunal.


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