Saúde em crise

Hospital referência no Agreste alagoano registra superlotação de pacientes

Hospital Regional presta atendimento a pessoas em macas distribuídas nos corredores
Divulgação
Pacientes acomodados em corredor do hospital, que vive situação de superlotação
Pacientes acomodados em corredor do hospital, que vive situação de superlotação

É crítica a situação do Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho, em Arapiraca. A unidade apresenta superlotação desde o final de semana, ficando inviável atender os pacientes de forma digna e com qualidade. Nesta terça-feira, 21, pacientes e familiares distribuíram imagens de corredores e setores lotados com pacientes que deveriam estar em enfermarias. São pessoas que precisam receber procedimentos e que estão acomodados de forma improvisada no hospital.

A superlotação é um reflexo da precariedade na área hospitalar em Alagoas. As imagens da superlotação no hospital, que é filantrópico, correram as redes sociais no final de semana após um vídeo publicado pelo frei Petrônio de Miranda, que denunciou a situação enfrentada no hospital.

Nas imagens, gravadas no sábado, 18, o frei relata que acompanhou a mãe à unidade e que, após receber atendimento, ela permaneceu em um dos corredores do hospital junto com diversos pacientes. O frei classificou a situação como "catastrófica" e disse ter visto diversos pacientes acomodados fora das enfermarias, ocupando os corredores da instituição.

No entanto, frei Petrônio fez questão de afirmar que, apesar da superlotação, o trabalho dos profissionais tem qualidade. Ele questionou se os profissionais da saúde têm culpa. "Claro que não. Fomos bem atendidos. A gente homenageia todos que trabalham nesse hospital". O religioso também cobrou uma resposta das autoridades e pediu que fossem adotadas medidas para melhorar as condições de atendimento oferecidas à população que depende do SUS.

O Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho é uma das principais referências em atendimento público de média e alta complexidade no Agreste alagoano. Embora seja uma entidade filantrópica sem fins lucrativos, a unidade mantém convênios e recebe recursos do Sistema Único de Saúde para a prestação dos serviços. A direção do hospital não se posicionou sobre o assunto quando procurada pela imprensa, assim como a Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca (SMS).


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