Polícia
Tio acusado na morte de criança é denunciado pelo MP de Alagoas
Emanuel Vicente deve responder pelos crimes de homicídio qualificado e estupro de vulnerável.
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) ofertou denúncia à Justiça contra Emanuel Vicente, de 46 anos, acusado de estuprar e assassinar o garoto Peterson Ykaro Gomes Cardoso, de seis anos. O crime aconteceu no bairro Cidade Universitária, em Maceió, e próximo à casa da criança no último dia 6 de julho. A criança foi deixada aos cuidados do homem, que é tio da mãe da vitima, até que ela chegasse do trabalho.
A denúncia, foi ajuizada pelos promotores de Justiça Lucas Sachsida e Dalva Tenório, da 59ª e 60ª Promotorias de Justiça da capital.
Segundo a denúncia, a criança foi levada pelo homem até um terreno baldio, onde posteriormente seu corpo foi encontrado. Câmaras de segurança gravaram o momento em que Peterson seguia o tio-avô pelo mato e, depois de algum tempo, revelaram que ohomem saiu sozinho do local. Conforme apontado pelo Ministério Público, o homem teria praticado atos libidinosos contra o menino e, em seguida, provocado sua morte por asfixia, com o objetivo de ocultar o crime sexual.
Diante da gravidade dos fatos, o MPAL denunciou o acusado pelos crimes de homicídio qualificado e estupro de vulnerável. A acusação sustenta que o assassinato foi praticado de forma a dificultar a defesa da vítima e para assegurar a ocultação do crime sexual.
O Ministério Público requereu ainda que, após o regular andamento do processo e a decisão de pronúncia, o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Para o Ministério Público, crimes dessa natureza exigem uma resposta firme do Estado. A atuação institucional busca garantir que a violência praticada contra uma criança não fique sem responsabilização e que o acusado responda perante a Justiça pelos fatos que lhe são imputados.
“A denúncia apresentada pelo MP alagoano é resultado da análise dos elementos reunidos durante a investigação. Entre as provas consideradas estão imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e exames periciais que ajudaram a reconstruir a dinâmica do crime”, explicou Lucas Sachsida.
A perícia médico-legal concluiu que a vítima morreu em decorrência de asfixia mecânica por sufocamento, provocada pela obstrução das vias aéreas superiores, mediante o tapamento da boca e do nariz por ação de terceiro.



