Coruripe
Laudo aponta tiros na cabeça como causa da morte de empresário
IML concluiu que Rogério Carício morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico
O laudo do exame cadavérico do empresário Rogério Homem de Andrade Barros Carício concluiu que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico provocado por disparos de arma de fogo. O documento, elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima, também informa que não há elementos periciais suficientes para confirmar ou afastar a hipótese de tortura.
De acordo com a perícia, Rogério apresentava dois ferimentos de entrada de projéteis na região occipital, na parte posterior da cabeça. O exame constatou fraturas na calota craniana e na base do crânio, hemorragias intracranianas e lesões que atravessaram o cérebro.
Durante a necropsia, foram encontrados dois projéteis e uma jaqueta de munição alojados na cavidade craniana. O material será encaminhado para perícia balística, que poderá contribuir para o avanço das investigações.
O laudo também esclarece que as lesões observadas nas órbitas, na lateral dos lábios e no lóbulo da orelha esquerda ocorreram após a morte, em decorrência da ação da fauna cadavérica, sem indícios de reação vital.
Na conclusão, o perito afirma que a morte decorreu da ação de instrumento perfurocontundente, representado por projéteis de arma de fogo. Ao responder ao quesito sobre eventual prática de tortura ou outro meio cruel, registrou que não há elementos técnicos que permitam afirmar ou negar essa circunstância.
Rogério desapareceu no dia 20 de julho, após ser abordado por homens que utilizavam balaclavas e roupas semelhantes às da Polícia Civil em frente a uma farmácia, no município de Coruripe. O corpo foi localizado no dia seguinte em um canavial.




