Prevenção e resposta

MPF dá prazo para cinco cidades de AL adotarem medidas contra enchentes

Prefeituras terão prazo de 10 dias para informar ao MPF se atenderão às recomendações
Agência Alagoas
MPF dá prazo para cinco cidades de AL adotarem medidas contra enchentes
MPF dá prazo para cinco cidades de AL adotarem medidas contra enchentes

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que cinco municípios de Alagoas adotem medidas de prevenção e resposta a enchentes, enxurradas e inundações causadas por chuvas. As orientações foram encaminhadas a Pindoba, Viçosa, Batalha, Porto Real do Colégio e São Brás na segunda-feira, 10.

As prefeituras terão prazo de 10 dias para informar ao MPF se atenderão às recomendações. Caso decidam não cumprir as medidas indicadas, os municípios deverão apresentar as justificativas ao órgão federal.

A iniciativa ocorre dentro de um inquérito civil que acompanha como municípios alagoanos estão se preparando para eventos climáticos. Entre as providências cobradas está a elaboração e execução do Plano Municipal de Contingência de Proteção e Defesa Civil (Plancon).

O documento deverá estabelecer as ações previstas para situações de emergência, com a definição dos órgãos e agentes responsáveis por cada procedimento. O planejamento também precisa indicar como ocorrerá o acionamento das equipes e de que forma os moradores receberão alertas diante de riscos.

Outra orientação envolve a criação de procedimentos para monitorar ameaças e emitir avisos em casos de possibilidade de enchentes ou outros desastres. As administrações municipais também deverão mapear áreas sujeitas a alagamentos, inundações e demais ocorrências relacionadas às chuvas.

No caso de Pindoba, o MPF também recomendou a criação e estruturação da Defesa Civil municipal. A prefeitura deverá designar formalmente um responsável pelo órgão e disponibilizar condições para o desenvolvimento das atividades de prevenção e resposta.

Segundo o MPF, a ausência de planejamento antes da ocorrência de eventos climáticos pode ampliar os prejuízos, principalmente em áreas classificadas como de risco. A definição prévia de protocolos busca estabelecer como o poder público deverá atuar diante dessas situações.

Se as prefeituras não responderem dentro dos 10 dias estabelecidos, o MPF entenderá a ausência de manifestação como recusa ao cumprimento das recomendações. A partir disso, o órgão poderá adotar providências administrativas ou levar o caso ao Judiciário.


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