MEIO AMBIENTE

Supostas manchas de petróleo cru são encontradas na Praia do Francês

Manchas encontradas são semelhantes às registradas em 2019 e 2020 no litoral do Brasil
Cortesia
Manchas de óleo são encontradas na Praia do Francês nesta quarta
Manchas de óleo são encontradas na Praia do Francês nesta quarta

Manchas de óleo apareceram nesta quarta-feira, 9, na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, Alagoas, segundo informações do Instituto Biota. O novo registro ocorre um dia após material semelhante ser encontrado entre as praias de Riacho Doce e Guaxuma, no Litoral Norte de Maceió.

As manchas encontradas são semelhantes às registradas em 2019 e 2020, quando o material recolhido no litoral foi identificado como petróleo cru de origem estrangeira. A origem da substância encontrada agora ainda não foi determinada.

Na terça-feira, 8, duas amostras foram coletadas pelo Instituto Biota no trecho entre Riacho Doce e Guaxuma. O material será encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Marinha do Brasil para análise.

As manchas encontradas em Maceió foram localizadas inicialmente por um funcionário do Instituto Biota que estava de folga e caminhava pela região. O instituto também recebeu vídeos enviados por moradores e deslocou uma equipe para o local.

As análises do Ibama e da Marinha deverão identificar a substância recolhida e verificar sua possível origem. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a extensão da área atingida ou possíveis impactos ambientais.

A Prefeitura de Maceió também foi acionada para realizar a limpeza da faixa de areia onde as manchas foram encontradas na terça-feira. Não foram informados detalhes sobre ações de limpeza relacionadas ao registro desta quarta-feira na Praia do Francês.

O episódio ocorre sete anos após o derramamento de óleo registrado em 2019, que atingiu praias dos nove estados do Nordeste, incluindo Alagoas. O material identificado como petróleo também chegou posteriormente ao Espírito Santo e ao Rio de Janeiro, totalizando 11 estados afetados.

Na ocasião, Ibama, Marinha e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) participaram das ações relacionadas ao derramamento. Segundo o Ibama, a origem do poluente que atingiu o litoral nordestino em 2019 não foi determinada.


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