INVESTIGAÇÃO
Veja íntegra da representação da PF sobre o Iprev Maceió e o Banco Master
Documento tornou-se público após o levantamento do sigilo determinado pelo STF
Uma representação da Polícia Federal sobre as aplicações do Iprev Maceió no Banco Master tornou-se pública após o levantamento do sigilo de procedimentos ligados ao caso que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente do STF, Edson Fachin, determinou na sexta-feira, 11, que o relator André Mendonça retirasse o sigilo dos documentos relacionados à investigação, com exceção de diligências em andamento ou ainda não realizadas.
Mendonça havia liberado inicialmente parte dos procedimentos e, posteriormente, informou que os documentos passíveis de divulgação tiveram o sigilo levantado. A medida ampliou o acesso a peças da Operação Compliance Zero e de apurações relacionadas ao Banco Master.
Entre o material disponibilizado está uma representação da PF sobre o Iprev Maceió. O documento aponta que a investigação apura, em tese, gestão fraudulenta e possíveis crimes contra a Administração Pública envolvendo R$ 97 milhões aplicados em Letras Financeiras do Banco Master.
A representação individualiza pessoas apontadas pela PF como investigadas e apresenta pedidos de busca e apreensão, sequestro patrimonial e afastamento de funções públicas. Entre os nomes estão antigos e atuais integrantes do Iprev, servidores municipais e um consultor. Veja a lista completa:
- João Felipe Alves Borges — então integrante do Conselho de Administração do Iprev e secretário municipal da Fazenda de Maceió;
- Marília Alexandre de Lima Alves — integrante do Comitê de Investimentos e vinculada à Secretaria Municipal da Fazenda;
- Guilherme Emmanuel Lanzillotti Alvarenga — presidente do Iprev/Maceió;
- Ronnie Reyner Teixeira Mota — ex-diretor-presidente do Iprev;
- Marcelo Brasileiro Santos — integrante do Comitê de Investimentos;
- Gustavo Antonio Rodrigues de Souza — coordenador-geral de Investimentos;
- Renan Foglia Calamia — diretor da consultoria Crédito e Mercado;
- Francy Stephany Sobreiro Barbosa de Souza — chefe de gabinete do presidente do Iprev à época dos fatos.
João Henrique Caldas (PSDB), o JHC, é citado em uma decisão incluída no material. Ao relatar manifestação do Ministério Público Federal, o juiz federal Raimundo Alves de Campos Júnior, da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária de Alagoas, registra que o ex-prefeito figurava formalmente como “responsável legal pela unidade gestora”.
O nome de JHC, porém, não aparece na relação nominal de investigados apresentada pela Polícia Federal na representação, nem entre os alvos das medidas cautelares solicitadas pela PF.
O documento detalha ainda as operações realizadas em 2023 e 2024, as irregularidades apontadas pela investigação, a atuação atribuída aos envolvidos e os fundamentos usados pela Polícia Federal para solicitar as medidas judiciais.
Veja abaixo o documento da Polícia Federal na íntegra.



