NA PAJUÇARA
Jangadeiro nega acusação e diz que houve mal-entendido em passeio
Condutor de jangada deve prestar depoimento sobre denúncia de importunação sexual
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) identificou e intimou o jangadeiro denunciado por um turista do Rio de Janeiro por suspeita de importunação sexual durante um passeio às piscinas naturais da Praia de Pajuçara, em Maceió. O profissional deve prestar depoimento nesta quarta-feira, 23, segundo a delegada Luci Mônica, responsável pela investigação.
A denúncia foi registrada na semana passada pelo turista, que pediu para não ser identificado. Segundo o relato apresentado à polícia, o caso ocorreu no primeiro dia dele na capital alagoana, durante um passeio em uma jangada onde estavam apenas ele e o condutor.
De acordo com o depoimento do turista, o jangadeiro teria feito comentários de cunho sexual e pedido que ele mudasse de posição na embarcação, sob a justificativa de melhorar o equilíbrio da jangada. O homem relatou que, após se sentar próximo ao condutor, teria sido tocado nas costas sem consentimento.
Ainda segundo o relato, o turista afirmou que pediu para não ser tocado e se afastou para a parte da frente da jangada. Ele informou também que o condutor teria levado a embarcação até uma piscina natural onde não havia outros turistas e perguntado se ele gostaria de entrar no mar junto com ele.
O passeio teria terminado antes do previsto após uma discussão envolvendo o jangadeiro e outro profissional. O turista informou que pediu para retornar à praia e, após o desembarque, procurou a Polícia Civil para registrar a denúncia. O caso também foi comunicado à Ouvidoria da Marinha do Brasil.
Segundo a delegada Luci Mônica, a investigação apura a possibilidade de crime de importunação sexual. A polícia informou que o depoimento do turista será analisado junto com a versão do jangadeiro, que será ouvido antes da definição dos próximos procedimentos.
O jangadeiro, segundo informações repassadas pela delegada, negou a acusação e afirmou que houve um mal-entendido. Ele também informou à polícia que trabalha no ramo desde os 14 anos e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos. A investigação seguirá após a coleta dos depoimentos e demais informações do caso.



