Judiciário

Caso Cláudia Pollyanne: audiência é adiada para 4 de dezembro

Motivo foi falta de recursos para viabilizar a participação dos acusados por videoconferência
Reprodução/Instagram
Cláudia Pollyanne deu entrada em UPA já em óbito
Cláudia Pollyanne deu entrada em UPA já em óbito

A audiência de instrução do processo que apura a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna foi remarcada para 4 de dezembro. A sessão chegou a ser aberta nesta quinta-feira (29) pela juíza Fabíola Melo Feijão, mas acabou suspensa após a ausência dos réus, que estão presos por determinação judicial.

A informação extraoficial é de que não havia recursos disponíveis naquele momento para viabilizar a participação dos acusados por videoconferência. A Justiça determinou que as testemunhas sejam ouvidas presencialmente.

O Ministério Público de Alagoas é representado pelo promotor de Justiça Adriano Jorge. O advogado Napoleão Lima Júnior atua como assistente de acusação.

Cláudia morreu em 9 de agosto de 2025, após passar pela comunidade terapêutica Luz e Vida, em Marechal Deodoro. O laudo cadavérico apontou insuficiência respiratória aguda, associada a traumatismos cranianos e intoxicação medicamentosa. O exame também identificou múltiplas lesões traumáticas em diferentes fases de evolução.

Os exames toxicológicos detectaram diversas substâncias medicamentosas no organismo da esteticista, incluindo carbamazepina em concentração superior ao nível de referência tóxica. Os resultados integram o conjunto de provas reunidas para esclarecer as circunstâncias da morte.

A perícia também utilizou luminol para procurar vestígios de sangue no imóvel, inclusive em locais que poderiam ter sido limpos. O procedimento identificou reações positivas em pisos e paredes de diferentes cômodos da clínica, incluindo áreas dos alojamentos masculino e feminino. Amostras foram coletadas para exames de DNA, a fim de verificar a origem do material encontrado.

Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela, ligados donos da comunidade terapêutica, estão presos preventivamente por determinação judicial. Eles também respondem a outro processo relacionado a denúncias de estupro, tortura e outros crimes contra pessoas acolhidas na instituição.


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