dengue em maceió

Casos caem 26,4%, mas capital ainda registra mais de 2,4 mil notificações

Secretaria intensifica ações para evitar aumento da doença nos próximos meses
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Larva do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue
Larva do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue

Maceió registrou 2.456 casos acumulados de dengue em 2026, uma redução de 26,4% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 3.338 casos. Os dados constam no relatório do InfoDengue referente à 36ª semana epidemiológica e representam uma diminuição de 882 registros na capital alagoana.

Apesar da queda, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) intensificou as ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A preocupação é evitar um aumento das infecções com a aproximação do período de maior incidência da doença, geralmente registrado entre janeiro e maio.

Os meses de outubro e novembro são considerados estratégicos para o trabalho preventivo. A combinação de chuvas e temperaturas favoráveis à reprodução do mosquito aumenta o risco de surgimento de criadouros, principalmente em recipientes que acumulam água.

Para reduzir os riscos, equipes da Gerência de Doenças Transmitidas por Vetores e Animais Peçonhentos (GDTVAP) estão intensificando as visitas domiciliares, com inspeções, eliminação de focos e orientação aos moradores.

Segundo a SMS, a escolha dos locais que recebem as ações leva em consideração indicadores epidemiológicos e entomológicos, incluindo o número de casos por bairro, notificações, índices de infestação, inspeções e denúncias feitas pela população.

“A definição das áreas prioritárias é feita com base em dados epidemiológicos e entomológicos, como notificações de casos, registros por bairro, índices de infestação do mosquito, inspeções de campo e denúncias da população. Com essas informações, direcionamos as equipes para as áreas que mais precisam de atenção”, explicou Daniel Tomás Souza, gerente da área na SMS.

Um dos principais obstáculos enfrentados pelas equipes continua sendo a presença de criadouros dentro das residências. Reservatórios de água sem proteção adequada, pneus, recipientes e resíduos descartados irregularmente estão entre os locais que favorecem a reprodução do mosquito.

Mesmo com a redução de 26,4% nos registros, a Secretaria de Saúde alerta para a necessidade de manter os cuidados durante todo o ano. A eliminação de água parada e a colaboração dos moradores são consideradas fundamentais para evitar que a queda observada em 2026 seja revertida nos primeiros meses de 2027.


Encontrou algum erro? Entre em contato