CASO JOBA

Justiça leva a júri popular acusados de matar coordenador da base do CRB

Decisão mantém prisão preventiva dos dois réus, apontados como envolvidos no assassinato de Joba
Francisco Cedrim/CRB/ cortesia
Johanisson Lima, o Joba, de 33 anos, foi assassinado a tiros no bairro de Santa Lúcia
Johanisson Lima, o Joba, de 33 anos, foi assassinado a tiros no bairro de Santa Lúcia

A Justiça de Alagoas decidiu levar a júri popular Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque e Symeone Batista dos Santos, acusados de participar do assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, de 33 anos. Ele era coordenador das categorias de base do CRB e foi morto a tiros em janeiro deste ano, em Maceió.

Ruan é apontado como mandante do crime, enquanto Symeone é suspeito de atuar como intermediário na execução. Os dois foram pronunciados por homicídio doloso qualificado, cometido mediante pagamento e por motivo torpe.

A decisão foi proferida pelo juiz Yulli Roter Maia e publicada na última quinta-feira, 29. No documento, o magistrado também manteve a prisão preventiva dos dois réus.

Ao justificar a manutenção das prisões, o juiz citou a gravidade do crime, o planejamento prévio, o monitoramento da vítima e o suposto pagamento pela execução. Segundo ele, essas circunstâncias justificam a continuidade da prisão para garantia da ordem pública.

MORTE DE JOBA


Johanisson foi assassinado com um tiro na cabeça no bairro da Santa Lúcia, na parte alta de Maceió. Na ocasião, ele seguia para um ponto de ônibus, onde embarcaria em uma van com destino ao CT Ninho do Galo, local de trabalho.

Segundo as informações do caso, Symeone apareceu em imagens de câmeras de segurança ajudando na fuga do atirador. Após ser preso, ele prestou depoimento e relatou detalhes sobre o planejamento do assassinato.

Em depoimento, Symeone apontou Ruan como responsável por planejar o crime em dezembro de 2025. Já Ruan se apresentou à polícia três dias após o assassinato.

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