PROCEDIMENTO

MPAL apura fundamentos da desapropriação de área na Praia do Francês

Ministério Público requisitou documentos ao Governo de Alagoas para analisar custos
Reprodução
Ministério Público de Alagoas
Ministério Público de Alagoas

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) instaurou um procedimento preparatório, nesta sexta-feira, 6, para apurar os fundamentos técnicos, jurídicos e orçamentários da desapropriação de uma área de 159,2 mil metros quadrados na Praia do Francês, em Marechal Deodoro. A investigação busca verificar as justificativas para a medida e os impactos financeiros da indenização a ser paga pelo Estado.

A área, equivalente a quase 16 hectares, foi declarada de utilidade pública para fins de desapropriação pelo Decreto Estadual nº 113.286/2026, publicado no suplemento do Diário Oficial do Estado em 19 de outubro. O imóvel foi desmembrado da Fazenda Araticum e possui aproximadamente 190 metros de frente para o Oceano Atlântico. No terreno, há uma estrutura de hotel de alto padrão com obras inacabadas e paralisadas.

Na portaria de instauração, o Ministério Público aponta a ausência de informações públicas detalhadas sobre o projeto pretendido, incluindo estudos de viabilidade técnica, econômica, ambiental e urbanística, estimativa dos custos globais de implantação, cronograma de execução e definição do modelo de gestão do futuro equipamento.

Para esclarecer os pontos, o MPAL requisitou à Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas (PGE/AL) cópia integral do processo administrativo que fundamentou o decreto, além depareceres jurídicos, notas técnicas e laudo de avaliação prévia do imóvel. O órgão também deverá informar se já houve ou está previsto o ajuizamento de ação judicial de desapropriação e os valores eventualmente provisionados para depósito judicial.

A Secretaria de Estado do Turismo (Setur/AL) e a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag/AL) deverão apresentar o projeto executivo, estudos preliminares de viabilidade e informações sobre o planejamento turístico regional. Também foram solicitados dados sobre os custos de implantação e infraestrutura, a destinação definitiva da área, o cronograma de desembolso e o modelo de gestão previsto.



Encontrou algum erro? Entre em contato