Brasília
Procuradoria sataniza PMDB, diz defesa de Renan Calheiros
A defesa do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o Ministério Público Federal "sataniza" parlamentares do PMDB.
É a primeira vez que o senador alagoano apresenta defesa prévia em inquérito que tramita em decorrência da Lava Jato.
Calheiros é acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ter cometido os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva por supostamente ter recebido vantagem indevida por meio de doação eleitoral da empreiteira Serveng.
Neste caso, o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) também foi denunciado.
Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), a Serveng doou para o PMDB nacional R$ 800 mil, que depois foram repassados a Renan, em 2010.
"É lamentável o que faz a peça acusatória ao buscar a criminalização partidária, ao mencionar genericamente a expressão 'núcleo político', satanizando perante a sociedade os parlamentares de uma dada agremiação", disse o advogado Luís Henrique Machado no parecer.
A defesa de Renan destacou ainda que os casos devem ser analisados individualmente e que, portanto, a decisão do Supremo no inquérito que tornou réu o senador Valdir Raupp não pode ser usada como base para outros.
Em março, o STF resolveu aceitar a denúncia e abrir uma ação penal com base na acusação de que Raupp recebeu R$ 500 mil em 2010 da construtora Queiroz Galvão para sua campanha ao Senado. O valor seria, na verdade, pagamento de propina.
No caso da Serveng, uma das teses dos advogados de Renan é de que, ainda que fosse constatado dinheiro ilícito no caixa da campanha do PMDB nacional, o que para a defesa não ocorreu. (Com Folha de S.Paulo)



