INFÂNCIA PERDIDA

Casamento infantil está proibido no Brasil

País é o primeiro na América Latina e ocupa a quarta posição no mundo em união precoce
Foto: Divulgação
Mudança na legislação brasileira busca preservar direito das crianças
Mudança na legislação brasileira busca preservar direito das crianças

Josefa Ramos (a Zé) gostava de brincar de boneca, ainda não menstruava e não conhecia “as obrigações conjugais”. Mas em 1º de agosto foi pedida em casamento por José Ariston e no dia 1º de novembro, três meses depois, a dupla se casou sob “a benção de Deus, através do padre Terto”. 

O ano era 1952, ela tinha 13 anos e o noivo 17. A união precoce aconteceu porque a mãe da menina estava doente e como achava que iria morrer prometeu que o primeiro rapaz que falasse para namorar com sua filha a casaria. 

A senhora temia que após sua morte a filha fosse para um orfanato morar com o padrinho, um frei franciscano. A mãe não morreu, mas a menina casou e continuou brincando de bonecas até ficar grávida do primeiro filho e ser alertada por uma vizinha que a criança poderia nascer cega porque boneca não tinha olhos.

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