QUEDA

Ações da Braskem caem mais de 5% e lideram quedas da Bolsa após rebaixamento de BTG Pactual

Recomendação foi reduzida de compra para neutra
Extra/Arquivo
Braskem em Maceió
Braskem em Maceió

As ações da Braskem enfrentaram uma queda na manhã desta quarta-feira, após o BTG Pactual rebaixar os papéis da empresa para a classificação "neutra", com um preço-alvo de R$ 26,00. A Braskem liderou as perdas do Ibovespa desde a abertura, registrando uma queda de 5,03% às 12h48, com o valor das ações a R$ 21,92. As informações são do site InfoMoney. 

O rebaixamento pela instituição financeira veio acompanhado de um relatório que aponta preocupações quanto ao desempenho futuro da Braskem. O BTG Pactual observou que, embora o ano tenha começado de forma otimista, o crescimento da demanda tem ficado abaixo das expectativas, apesar do aumento na oferta, o que está mantendo o mercado abastecido.

Entretanto, as projeções do banco sugerem que o segundo semestre pode ser ainda mais desafiador do que o primeiro para a Braskem. Além disso, a empresa está negociando a preços significativamente mais altos em comparação com seus concorrentes do setor petroquímico.

"Acreditamos que estar posicionado no início da cadeia de suprimentos ou investir em empresas mais baratas oferece uma relação risco-retorno mais atraente do que investir na BRKM neste momento", afirmou o BTG Pactual em seu relatório.

Um fator adicional que está gerando incerteza entre os investidores é a venda da Braskem. A empresa foi colocada à venda pela controlada Novonor em agosto de 2020, e desde então, têm surgido rumores sobre modelos e ofertas de aquisição. Em 2023, ocorreram três ofertas não vinculativas, mas ainda não há visibilidade de um acordo final a curto prazo.

Na mesma semana, a Petrobras informou ao mercado que está em processo de "due diligence" para eventual exercício de seu direito de preferência na compra da Braskem. Uma questão crucial em torno das três principais ofertas para a compra da empresa é o impacto que isso terá sobre os acionistas minoritários, como destaca o BTG Pactual.

"Acreditamos que a BRKM acabará sendo vendida. Mas a incerteza está em saber se os acionistas minoritários se beneficiarão dos direitos de acompanhamento. Dentre as três ofertas apresentadas este ano, a proposta da Unipar parece a mais favorável aos acionistas minoritários", disse o relatório do banco.

Além da oferta da Unipar, há a proposta da J&F, que oferece um preço 42% menor que a Unipar e inclui a aquisição da dívida da Novonor, que pode ser convertida em ações da Braskem. No entanto, a proposta da J&F não oferece garantia de "tag-along" para acionistas minoritários.

Por último, a terceira proposta em discussão é a oferta da Adnoc (Abu Dhabi Nacional Oil Company), que é bem vista tanto pela Petrobras quanto pela Novonor. O acordo atualmente na mesa envolve a criação de uma joint venture 50/50 com a Petrobras, de acordo com um relatório do Bradesco BBI.

A oferta da Adnoc está sendo realizada sem a participação do fundo Apollo Global, que, segundo o BBI, desistiu das negociações devido a dificuldades em obter apoio tanto da Petrobras quanto do governo brasileiro. O banco argumenta que a ausência do Apollo Global não é necessariamente prejudicial, uma vez que havia dúvidas sobre sua capacidade de ser um "parceiro estratégico" para a Braskem, enquanto a Adnoc é uma estatal.

Na oferta atual, existe a possibilidade de a controladora Novonor continuar como acionista, o que poderia significar que não haveria uma mudança de controle na Braskem, potencialmente ignorando o gatilho de acompanhamento.


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