ECONOMIA

Saiba quando começa a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil

Medida anunciada no pacote fiscal tem impacto de R$ 35 bilhões por ano na arrecadação
Agencia Brasil
Haddad detalhou em rede nacional as propostas do pacote fiscal do governo federal
Haddad detalhou em rede nacional as propostas do pacote fiscal do governo federal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista na quinta-feira (28) que o governo deve enviar ao Congresso Nacional, nos próximos dias, o projeto de lei que prevê a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. A medida, porém, ainda precisa passar pelas duas Casas.

“O Congresso vai ter o seu tempo agora, sobretudo a partir do semestre que vem, para analisar a proposta do Executivo. Para que tanto a reforma do consumo quanto a reforma do Imposto de Renda entrem em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026”, disse Haddad aos jornalistas.

Além disso, o ministro negou que a medida tenha impacto negativo nas receitas do governo federal. A proposta, que é uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi anunciada na quarta-feira (27) em pronunciamento na TV. No anúncio, Haddad também informou quais serão os cortes de gastos do governo após quase um mês de expectativas sobre o chamado pacote fiscal.

Essa medida tem impacto de R$ 35 bilhões por ano na arrecadação federal. Com a tramitação da segunda fase da reforma tributária ao longo do próximo ano, a tendência é que a mudança só entre em vigor em 2026.

Hoje, a isenção se aplica aos contribuintes que ganham até R$ 2.259,20 mensais. Desse valor até R$ 2.826,65 é cobrado uma alíquota de 7,5% quando não há o desconto simplificado de R$ 564,80. Para ganhos acima de R$ 4.664,68 são reduzidos 27,5%.

Para financiar o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda, o governo pretende introduzir uma alíquota efetiva de 10% para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês. 

A medida pretende fazer que pague mais tributos quem se aproveita da “pejotização”, conversão rendimentos de pessoas físicas em rendimentos de empresas. 

Nada muda para quem trabalha com carteira assinada e recebe mais de R$ 50 mil porque essas pessoas já pagam alíquota de 27,5%. Atualmente, segundo o governo, o 1% mais rico da população paga alíquota efetiva de 4,2% de Imposto de Renda. Para o 0,01% mais rico, a alíquota efetiva é 1,75%.


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