PC/PR
Procedimentos ocorreram em clínicas localizadas nos bairros Centro, Campo Comprido e Cabral, na capital paranaense
Uma mulher de 66 anos morreu no último dia 2 de outubro após complicações causadas por procedimentos estéticos realizados por um estudante de biomedicina, de 21 anos, em Curitiba (PR). O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio doloso, quando há intenção ou assunção do risco de matar e exercício ilegal da medicina.
Segundo as investigações, o estudante atendia pacientes em clínicas localizadas nos bairros Centro, Campo Comprido e Cabral, onde realizava procedimentos invasivos como aplicação de plasma facial, lipo de papada e lipoenxertia nos seios. Ele se apresentava às vítimas como dentista e biomédico.
Segundo a delegada Aline Manzatto, da Polícia Civil, a vítima apresentou complicações graves após a lipoenxertia e chegou a passar por uma cirurgia de mastectomia total, com a retirada completa das mamas e parte do tecido torácico, mas não resistiu. O laudo apontou choque séptico e infecção de pele e partes moles como causas da morte.
O caso chegou à polícia por meio de uma denúncia do Conselho Regional de Biomedicina (CRBM), que constatou que o jovem não possuía registro profissional. Em uma operação realizada na quarta-feira, 8, seringas e medicamentos usados nos atendimentos foram apreendidos.
Nas redes sociais, o investigado divulgava serviços estéticos como preenchimento labial e aplicação de estimuladores de colágeno. Se condenado, ele pode pegar até 30 anos de prisão.
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